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sábado, 20 de outubro de 2012

"X"



Os X são uma banda de punk rock, norte-americana, formada em 1977, em Los Angeles, Califórnia. Considerada umas das bandas mais importantes deste movimento, nos EUA, nunca atingiriam, no entanto, o grande público. Também ficaram conhecidos pelo dueto vocal de seus líderes e principais compositores, John Doe e Exene Cervenka, algo incomum para bandas punk da época.
Os X surgiram em 1977, em Los Angeles, pela mão de John Doe (verdadeiro nome: John Duchac; baixista e compositor), sua esposa Exene Cervenka (nome verdadeiro: Christine Cervenka; vocais), Billy Zoom (guitarra) e D.J. Bonebrake (bateria), e foram apadrinhados por Ray Manzarek, dos The Doors, que fez a produção do primeiro álbum Los Angeles, em 1980.
Os álbuns seguintes Wild Gift, de 1981, e Under the Big Black, de 1982, demonstram a força e energia do seu som, que mistura hard rock a country e punk. Em 1983, lançam novo álbum, More Fun in the New World, com um som mais comercial. Este álbum não é bem recebido pelos fãs dos primeiros álbuns, mas recebe boas críticas da revista Rolling Stone, ganhando novos seguidores. Paralelamente, o grupo tinha outro projecto musical de country e folk, denominado The Knitters, formado pelos mesmos membros dos X, excepto, Billy Zoom, que é substituído por Dave Alvin, dos The Blasters, e por Johnny Ray Bartel. Em 1985, gravam Poor Little Critter in the Road. Em 1986, após o lançamento de Ain't Love Grand, Zoom deixa a banda, e é substituído por Tony Gilkyson, dos Lone Justice. Com este novo membro, o grupo lança o seu álbum mais pesado, See How We Are, em 1987. No ano seguinte, gravam o álbum ao vivo Live at the Whisky a Go-Go, e suspendem os seus trabalhos até 1993. Neste período, Doe e Cervenka divorciam-se, e lançam trabalhos a solo. Cervenka com Old Wives Tales (1989) e Running Sacred (1990). Esta também colabora com Lydia Lunch e Wanda Coleman, como poeta e narradora. Doe edita Meet John Doe, em 1990. A par da carreira de músico, John Doe trabalhou como actor em vários filmes, dos quais se destacam "Salvador", de Oliver Stone; Border Rádio e Sugar Town, de Allison Anders; Great Balls of Fire (biografia de Jerry Lee Lewis); The Good Girl, de Miguel Arteta; Boogie Nights, de Paul Thomas Anderson; e Roadside Prophets, filme independente, com a participação de Adam Horovitz, dos Beasty Boys. Na televisão, entrou em diversos episódios de Roswell. Em 1993, os X regressam com um novo álbum, Hey Zeus!, que não atinge o nível dos anteriores, e leva a novo período de trabalhos a solo. John Doe grava Unclogged, em 1995. Os X também participaram em filmes como The Decline of Western Civilization (um documentário sobre o fenômeno punk, de 1981), Urgh! A Music War (1981) e X: The Unheard Music (história dos X, de 1986). Em 2005, os X comemoraram 25 anos de carreira, editando Live In Los Angeles em DVD e CD. Em 2006-2007, a banda teve sua música "Los Angeles" presente no jogo Guitar Hero Encore: Rocks the 80's, sendo esta uma das canções mais difíceis do jogo. Em 2011, os X abriram os shows do Pearl Jam no Brasil.

  Discografia

 Álbuns

 Los Angeles, (1980)
Wild Gift, (1981)
Under the Big Black Sun, (1982)
More Fun in the New World, (1983)
Ain't Love Grand!, (1985)
See How We Are, (1987)
Hey Zeus!, (1993)
Merry Xmas From X (2009)

  Ao vivo

 Live at the Whisky a Go-Go, (1988)
Unclogged, (1995)
 Live in Los Angeles, (2005)

  Compilações

Beyond and Back: The X Anthology, (1997)
The Best: Make the Music Go Bang!, (2004)
X no Allmusic (em inglês)


 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

"GENERATION X"


Generation X foi uma banda inglesa de punk rock formada na cidade de
Londres em 1976 por Billy Idol, Tony James e John Towe.

Discografia


1978: Generation X
1979: Valley Of The Dolls
1981: Kiss Me Deadly
2003: Sweet Revenge

Compilações

1985: Perfect Hits 1975-81
2002: Radio 1 Sessions
2003: Anthology
2003: BBC Live: One Hundred Punks
2005: Live

Singles e EPs

Singles em vinil de 7 polegadas

"Your Generation"
"Wild Youth"
"Ready Steady Go"
"King Rocker"
"Valley Of The Dolls"
"Friday's Angels"
"Dancing With Myself"

Singles/EPs em vinil de 12 polegadas

"Dancing With Myself"
"Dancing With Myself EP"
"Dancing With Myself"
"Untouchables"
"Rock On"
"King Rocker"
"Dancing With Myself"


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

"STIFF LITTLE FINGERS"


Stiff Little Fingers é uma banda punk fundada nos anos 1970 na Irlanda do Norte.
A vida em Belfast era dura e eles viviam fazendo covers de artistas famosos até surgir o movimento punk. Inspirado pela letra Stiff Little Fingers, da banda The Vibrators - "If it wasn't for your stiff little fingers/ nobody would know you were dead" - lado B do compacto "London Girls", nascia o Stiff Little Fingers abandonando o provisório e previsível nome The Fast.
A banda contava com Jake Burns (vocais e guitarra); Henry Cluney (guitarra); Gordon Blair (baixo) e Brian Faloon (bateria).
Em novembro de 1977 conheceram o jornalista Gordon Ogilvie, do Daily Express, que os incentivou a escrever canções próprias e que retratassem a vida de Belfast. Jake topou e em 12 dias veio com "Suspect Device" e "Wasted Life"
As duas canções mostravam a pena firme de Jake, que misturava temas políticos com angústias pessoais, com refrões inesquecíveis e uma pegada punk forte.
Gordon acabaria se tornando o empresário do grupo: "estava procurando publicidade até que um dia Gordon veio conversar comigo. Fomos tomar uma cerveja e perguntou se tínhamos empresário. Disse que não e perguntou se poderia nos ajudar. Aceitei."
Além de Gordon, Colin McClelland comprou a causa do grupo e arranjou um estúdio para que pudessem gravaras duas músicas. Resolveram editar 350 cópias pela gravadora de Ogilvie e começaram a distribuição, sem nenhum sucesso. A sorte mudou quando uma das fitas caiu na mão do DJ John Peel.
Apaixonado pelo que ouvia, Peel começou a tocar as músicas incessantemente chamando a atenção da gravadora Rough Trade, que os contratou.
capa do compacto Alternative Ulster enquanto isso, um fanzine de Belfast pediu que escrevessem uma canção especialmente para o flexi-disc que iriam lançar. O flexi acabou não saindo, mas "Alternative Ulster" (nome do mesmo zine) acabaria sendo o grande clássico do grupo e seria o primeiro compacto lançado pela Rough Trade, em outubro de 1978....
O compacto acabou trazendo uma rivalidade de outra famosa banda norte-irlandesa, The Undertones, que acusou o Fingers de fazer sensacionalismo com os conflitos na Irlanda do Norte. Começava uma rivalidade que atravessaria décadas...
Durante o lançamento, o Fingers saiu em turnê abrindo os shows de Tom Robinson Band e em 1979 lançam o clássico LP Inflammable Material.
O grupo resolveu agora com o ex-baixista do The Jam, Bruce Foxton. Em 1991 lançam Flag and Emblems.
Em 1994, lançam Get A Life, e ganham destaque ao serem citados como pais da nova geração punk que começa aparecer liderados por Rancid.
A banda continua na ativa e conquistando novos fãs.




Histórico do Stiff Little Fingers

(1977)

Jake Burns - vocal, guitarra
Henry Cluney - guitarra, vocal
Brian Falloon - bateria
Gordon Blair - baixo

(1977-1979)

Jake Burns - vocal, guitarra
Henry Cluney - guitarra, vocal
Ali McMordie - baixo, vocal
Brian Falloon - bateria

(1979-1981)

Jake Burns - vocal, guitarra
Henry Cluney - guitarra, vocal
Ali McMordie - baixo, vocal
Jim Reilly - bateria

(1981-1982)

Jake Burns - vocal, guitarra
Henry Cluney - guitarra, vocal
Ali McMordie - baixo, vocal
Dolphin Taylor - bateria, vocal

(1982-1987)

A banda se dividiu.

(1987-1991)

Jake Burns - vocal, guitarra
Henry Cluney - guitarra, vocal
Ali McMordie - baixo, vocal
Dolphin Taylor - bateria, vocal

(1991-1993)

Jake Burns - vocal, guitarra
Henry Cluney - guitarra, vocal
Bruce Foxton - baixo, vocal
Dolphin Taylor - bateria, vocal

(1993-1996)

Jake Burns - vocal, guitarra
Bruce Foxton - baixo, vocal
Dolphin Taylor - bateria, vocal
Dave Sharp - guitarra (ao vivo apenas, não era um membro oficial da banda)
Ian McCallum - guitarra (ao vivo apenas, não era um membro oficial da banda)

(1996-1998)

Jake Burns - vocals, guitarra
Bruce Foxton - baixo, vocal
Steve Grantley - bateria, vocal
Dave Sharp - guitarra (ao vivo apenas, não era um membro oficial da banda)
Ian McCallum - guitarra (ao vivo apenas, não era um membro oficial da banda)

(1998-2006)

Jake Burns - vocal, guitarra
Ian McCallum - guitarra, vocal
Bruce Foxton - baixo, vocal
Steve Grantley - bateria, vocal

(2006-presente)

Jake Burns - vocal, guitarra
Ian McCallum - guitarra, vocal
Ali McMordie - baixo, vocal
Steve Grantley - bateria, vocal

domingo, 10 de abril de 2011

"MISFITS"


Misfits é uma banda formada por Glenn Danzig em 1977 na cidade de Lodi, Nova Jérsei. Foram os criadores do horror punk, um sub gênero do punk rock, e exerceram influência em diversas outras bandas de rock em geral inclusive bandas
de metal como Metallica.

1977-1983

O nome da banda foi tirado do último filme da atriz Marilyn Monroe, The Misfits.
Os integrantes originais da banda eram Glenn Danzig (Glenn Allen Anzalone) nos vocais e teclados (que mais tarde fundaria uma banda com seu próprio nome), Jerry Only (Gerald Caiafa) no baixo e Manny Martínez na bateria, entrando mais tarde Doyle na guitarra, o irmão caçula de Jerry Only.
Os colegas de escola Glenn Anzalone e Gerald Caiafa resolveram formar uma banda. Glenn adotou o nome artístico de Glenn Danzig e Gerald passou a se chamar Jerry Only. Gravaram um modesto compacto com duas faixa: "Cough Cool" e "She"; no qual Glenn cantava e tocava um piano elétrico e Jerry, o baixo. A experiência deu tão certo que eles recrutaram mais dois amigos da vizinhança, Franché Coma e Mr. Jim para gravar o disco Static Age, no começo de 1978, porém este disco acabaria saindo quase 20 anos depois. O álbum não refletia as características de raiva e revolta da maioria dos discos de punk rock, mas tentavam chocar as pessoas com letras violentas e românticas ao mesmo tempo.
Tocavam maquiados músicas simples e rápidas que logo fizeram com que o The Misfits fosse classificado como uma das bandas precursoras do movimento punk e portanto uma grande influência de bandas que vieram a seguir.
Segundo alguns, Glenn Danzig era grande fã de Elvis Presley e o visual que eles usavam seria a versão zumbi de Elvis com os topetes caídos, maquiagens brancas e esqueléticas, cujo nome criado por Jerry Only era devilock.

Nesse mesmo período somaram-se à banda o guitarrista Bobby Steele e o baterista Arthur Googy, com os quais se repete a mesma história no decorrer de dois anos ,um álbum feito em vários compactos, também. Neste caso, trata-se do disco "12 Hits From Hell". Seu lançamento estava previsto para 2000, mas desta vez a empreitada da gravadora fora embargada por Glenn Danzig e Jerry Only, pois tanto a mixagem quanto a parte gráfica não satifizeram a ambos.

Apesar de ser uma banda pesada para a época, originalmente não dispunham de guitarrista. O grupo sempre foi polêmico: Segundo diversos sites e publicações especializadas em rock os Misfits poderiam ter alavancado a sua carreira quando foram chamados para abrir um show do The Clash em Londres em novembro de 1979, porem o vocalista Glenn Danzig e o então guitarrista Bobby Steele (que depois formou a banda The Undead, foram ver uma apresentação da banda The Jam em Londres e na entrada arrumaram uma confusão com alguns skinheads, que acabou com a prisão de Danzig e Bobby Steele, impossibilitando-os de fazer a apresentação de abertura. Os dois ficaram dois dias na cela da esquadra de prisão, e foi aliás nesse local que Danzig escreveu a música "London Dungeon", único fruto daquela viagem, que foi inteiramente paga com o cartão de credito do pai de Jerry Only.

Não obstante, Bobby Steele deixa a banda para formar o The Undead, e Paul, o irmão mais novo de Jerry, assume a guitarra e passa a pegar a estrada com a banda. Em estúdio, ajuda a completar as gravações do que já havia sido feito e assim debutar no disco Walk Among Us. Por ser alto, magro e carrancudo,
Paul recebe o apelido de Doyle.
De 1977 a 1981 praticamente só gravaram EP’s. Foi em 1982 que começaram a sair os álbuns e compilações da banda.Walk Among Us sai em 1982,acabou sendo o primeiro álbum da banda, foi o único álbum a ser lançado enquanto a primeira encarnação da banda ainda estava ativa.
Em 1983 veio o último trabalho, Earth A.D./Wolfs Blood, fonte de inspiração para grande parte das bandas de thrash metal da época. Relatos de quem viu a banda ao vivo em seu auge, garantem que a experiência era incomparável. Os shows de halloween realizados pelo grupo nos anos 80, tornaram-se lenda do underground nova-iorquino. Mas o Misfits, mesmo com sua música gravada de forma quase rudimentar e cercado por letras e visual de difícil assimilação, acabaria extrapolando o gueto punk e tornando-se uma das mais cultuadas bandas do rock americano.

Outras características dos Misfits são criar canções violentas e românticas ao mesmo tempo e satirizar discos antigos ou discos de histórias infantis. Os seus vinis eram sempre coloridos e impressos em 7 ou 12 polegadas.

Durante os anos de sua formação mais clássica, a banda não saiu do underground de Nova Iorque. Não venderam muitos discos, não lotaram arenas, não tiveram repercussão na grande imprensa musical e não impressionaram praticamente ninguém com os seus músicos apenas medianos e letras baseadas em filmes de terror classe B (entre outras canções, gravaram "Night of the Living Dead", "Brain Eaters", "Vampira", "Mommy, Can I Go Out and Kill Tonight?", "I Turned Into a Martian" e "Halloween"). Praticamente não chegaram a ser profissionais (todos possuíam empregos paralelos à banda).

A primeira versão dos The Misfits encerrou as suas atividades em 1983, quando Glenn Danzig resolveu seguir uma carreira solo. Com o fim da banda, Glenn Danzig montou a banda uma banda chamada Samhain e, mais tarde, um bem sucedido conjunto batizado apenas de Danzig, que contabiliza milhões de cópias vendidas. Jerry Only e seu irmão Doyle passaram o resto daquela década e a primeira metade dos anos 90 na obscuridade.

1995-2000

Embalados pelo relativo sucesso que as suas músicas estavam a experimentar ao serem gravadas por outras bandas, como os Metallica e Guns N' Roses, os The Misfits resolvem voltar a ativa, Jerry Only que tinha processado Glenn Danzig pelos direitos do nome Misfits desde por volta de 1987, e, a partir de 1 de janeiro de 1995 o nome Misfits passava a ser oficiamente de Jerry Only. Durante o tempo em que não tinha os direitos do nome Jerry e o irmão Doyle Wolfgang von Frankenstein (Paul Caiafa) montaram uma banda chamada Kryst the Conqueror, um projeto cristão que não fazia shows, era apenas um banda de estúdio e que visava sobretudo desenvolver as guitarras criadas por ambos.

Em outubro de 1994 os The Misfits começaram os testes para um novo vocalista, entre os possíveis nomes estavam Peter Steele dos Type O Negative e Dave Vanian do The Damned, mas as escolhas finais acabaram por recair sobre Dave Vanian e um jovem desconhecido de 20 anos chamado Michale Emmanuel. Michale nunca tinha ouvido falar dos The Misfits, apesar de ser da mesma cidade, e ficou a saber da audição do novo vocalista através de um amigo. Para aprender as músicas e as letras Michale comprou o CD Collection vol. 1, e foi justamente esse desconhecimento que fez com que escolhessem Michale, Jerry queria montar um Misfits diferente do idealizado por Glenn Danzig, que queria um Misfits mais maldito, e um vocalista que desconhecia os Misfits originais teria uma interpretação própria da banda. Michale Emmanuel adotou o pseudonimo de Michale Graves na banda.

Além de Michale, os Misfits também contrataram o baterista David Calabrese, que adotou o pseudonimo de Dr. Chud, que são as iniciais de "Cannibalistic Human Underground Drummer". Os novos Misfits fizeram a sua primeira aparição oficial no dia 27 de outubro de 1995. Em 27 de fevereiro de 1996 foi lançado um box set contendo quatro CDs com todas as músicas da formação clássica do Misfits, os CDs vinham num caixão e foram feitas poucas unidades. Atualmente esta fora de catálogo.
No dia 13 de maio de 1997 os The Misfits lançaram American Psycho pela gravadora Geffen, um disco que continha dezessete músicas inéditas, e no dia 6 de junho de 1997, os Misfits gravaram as cenas dos clipes "Dig Up Her Bones" e "American Psycho". Ambos os clipes tiveram boa repercussão na televisão e chamaram a atenção do público e a atenção geral para a banda, os novos Misfits prepararam para o seu regresso uma magnífica estratégia de marketing como nunca haviam feito, Jerry Only e Doyle estavam empenhados em transformar os Misfits numa banda extremamente famosa. A estratégia incluia aparições em programas de televisão (inclusive infantis), empréstimo de músicas para lutadores de luta livre (wrestler), e até participações em alguns desses shows. Clipes (coisa que praticamente nunca fizeram antes) e propaganda em revistas em quadrinhos, de facto a marvel comics transcreveu os versos da música "Braineaters" na última página de todas as suas revistas de um mês de 1996.

No dia 13 de maio de 1998 Michale Graves disse aos outros integrantes que não estava apto a fazer a tournê sul-americana e foi substituído por Myke Hideous, cantor do Empire Hideous e antigo amigo de Jerry, foi ele que fez os shows da turnê brasileira em 1998, mas em 10 de agosto de 1998 Michale Graves voltou em forma para a banda.
No dia 14 de outubro de 1998 foi lançado o disco Evilive II, mas só para o fã clube oficial da banda o Fiend Club.
O disco posterior a American Psycho foi lançado em agosto de 1999 pela Roadrunner Records e foi batizado com o nome de Famous Monsters, o disco continha dezoito canções e, como em American Psycho, apresentava uma sonoridade mais rápida e mais pesada do que os Misfits originais. Os Misfits estavam em alta na época e fazendo muito sucesso pelo mundo principalmente no Japão, e no Brasil onde eram uma banda cultuada, mas em 25 de outubro de 2000 Michale Graves e Dr. Chud deixaram a banda por motivos não revelados, pois não se tomou conhecimento de nenhuma briga séria entre os integrantes. Os dois formaram uma banda chamada Lost Boys. Hoje Dr. Chud toca na banda Gorgeous Frankenstein, e Michale Graves na sua banda, Michale Graves.
Em 2001 os Misfits começaram uma turnê de comemoração dos 25 anos da banda que contava com uma nova formação, Jerry Only (baixo e vocais), Dez Cadena ex-Black Flag (guitarra) e Robo (bateria) também ex-Black Flag, e ex-Misfits, o irmão de Jerry, Doyle, deixou a banda por problemas pessoais e, até hoje não retornou, tudo leva a crer que devido a desentendimentos com o irmão, já que ele fazia participações especiais nos shows do Danzig, para tocar antigos clássicos do Misfits. Hoje ele toca no Gorgeous Frankenstein ao lado de Dr. Chud, e Argyle Goolsby (Blitzkid).
Em 2001 Marky Ramone, ex-baterista dos Ramones também entrou na banda para tocar bateria, e a reunião dos Misfits passou a ser também um "revival" dos clássicos dos Ramones, com um repertório meio-Misfits, meio-Ramones.
Em 2003 a banda lança um álbum de covers chamado Project 1950. A partir deste ponto o Misfits tem apenas Jerry Only, da formação original,. Na guitarra aparece Dez Cadena, do Black Flag, e na bateria Marky Ramone Em 2005 Marky saiu da banda de modo amigável e Jerry, Robo e Dez continuam até hoje. Essa formação nunca alcançou o mesmo grande sucesso da formação de 1995 à 2000 que continha
Michale Graves e Dr. Chud.
Em 17 de maio de 2008 o Misfits tocou no Brasil no festival paulista Maquinaria Rock Fest, um concerto rápido mas agitado. As canções foram tocadas muito rápidas devido à falta de tempo, incluindo clássicos como "Halloween", "Dig Up Her Bones", "American Psycho" e a intro, "Hybrid Moments", "Die Die My Darling", "Astro Zombies", "Skulls", "Forbidden Zone", "Last Caress", "We Are 138", "Helena", entre outros. A formação foi: Jerry Only no baixo e no vocal, Roberto Valverde na bateria e Dez Cadena na guitarra e no vocal de apoio.
A banda iria tocar em Curitiba, mas no dia do concerto o local do evento recebeu uma fiscalização, sendo confirmado que não possuíam alvará de
abertura e cancelando o concerto.

Discografia

Walk Among Us 1982 LP
Earth A.D./Wolfs Blood 1983 LP
Static Age 1997 CD

Álbuns ao vivo

Evilive 1983 LP
Evil Is As Evil Does 1987 LP
Evillive II 1998 CD

Compactos

"Cough"/"Cool" 1977 LP
"Halloween" 1978 LP

EPs

Bullet 1978 LP
Horror Business 1979 LP
Night of the Living Dead 1980 LP
3 Hits From Hell 1981 LP
Die, Die My Darling 1984 LP
Land Of The Dead 2009 LP

Compilações

Beware 1980 LP
Legacy Of Brutality 1985 LP
Collection I 1986 LP
Collection II 1995 CD
Crimson Ghost 2007 CD

sexta-feira, 30 de julho de 2010

"THE DEAD BOYS"


The Dead Boys foi uma banda de punk rock formada em Cleveland, Ohio em 1976, vindos todos da banda Rocket From the Tombs de 1974, ao ser dividida em duas, os Dead Boys e o Pere Ubu, ambas importantes no cenário punk\alternativo de Cleveland.

Mudando-se para Nova Iorque em 1976, a banda rapidamente ganhou notoriedade pelos seus concertos ao vivo onde gestos grosseiros e profanidade eram as normas, e em mais de uma ocasião, Stiv Bators (vocal) feria sua barriga com o microfone. Eles frequentemente tocavam na lendária casa de rock, o CBGB's, e em 1977 lançam seu primeiro álbum, Young, Loud and Snotty, produzido por Genya Ravan. A canção
"Sonic Reducer" é considerada um clássico da música punk.

Mais tarde, a gravadora Sire Records começou a pressionar a banda para mudar seu som e seu visual, com isso acaba contribuindo para o fim da banda, que acaba exatamente em 1979. Alguns meses após o seu fim, a banda acaba se reunindo novamente para gravar um álbum ao vivo, no intuito de cumprir suas obrigações contratuais. Para vingar-se da gravadora, Stiv cantou várias músicas fora do microfone, o que impossibilitou o lançamento do álbum na época. Quando o material foi relançado pelo selo Bomp! Records, Stiv regravou seus vocais. Algumas gravações de shows de 1979 fizeram parte do documentário D.O.A., de Lech Kowalski, lançado em 1980.
Em 1982, Bators formou a banda Lords of the New Church, com Brian James do The Damned e Dave Tregunna do Sham 69.
A banda voltou para vários shows nos anos 1980. Eles regravaram o primeiro álbum com o nome de Younger, Louder and Snottier, que contém além do álbum, versões de demo tape de algumas músicas.

Em 1990, Bators morreu na França devido a um acidente de carro.
Em setembro de 2004, sem Stiv, a banda se reuniu novamente para um show único em sua terra natal, Cleveland.
Em 2005, tocaram no show em benefício ao lendário CBGB. Neste mesmo ano, a banda tocou mais um show no feriado americano de Halloween.

Membros

Stiv Bators (Steve Bator) - Vocal
Cheetah Chrome (Gene O'Connor) - Guitarra
Jimmy Zero (William Wilden) - Guitarra
Jeff Magnum (Jeff Halmagy) - Baixo
Johnny Blitz (John Madansky) - Bateria

Discografia

A banda lançou apenas dois álbuns e dois singles, no entanto, vários selos lançaram materias raros depois de seu fim.

LPs

Young, Loud and Snotty (Sire Records, 1977)
We Have Come for Your Children (Sire Records, 1978)

Lançamentos Póstumos

Night of the Living Dead Boys (Bomp! Records, 1981)
The Return of the Living Dead Boys (Revenge, 1987) (Lançado na França.)
Liver Than You'll Ever Be (Vários Selos, 1988)
Younger, Louder and Snottier (Bomp!, 1997)
Twistin' on the Devil's Fork (Hell Yeah / Bacchus, 1998)
All This and More (Bomp!, 1998)
3rd Generation Nation (Bad Boy Production, 1999)

7" Singles

"Sonic Reducer" (Sire Records, 1977)
"Tell Me" (Sire Records, 1977)
"Search and Destroy"/"Calling on You" (Ao vivo, Revenge, 1987) (Lançado na França)
"Buried Gems"/"Cold Front" (Cold Front Records, 2000)

12" Singles

"All The Way Down/Nights Are So Long" (Relativity Records, 1987)

domingo, 11 de julho de 2010

" THE RUNAWAYS "


The Runaways foi uma banda de punk rock dos Estados Unidos.
Traduzindo ao português, seu nome significa "As fugitivas".
A banda tornou-se famosa por ser uma banda composta somente por mulheres que tocavam rock and roll, mostrando que não só os homens conseguem fazer rock de qualidade. Entre suas canções mais conhecidas estão "Cherry Bomb", "Queens of Noise" e
"Born to be Bad". Em sua curta carreira (que durou até 1979),
o grupo não ficou apenas nos Estados Unidos,
mas fez turnê na Europa e também no Japão.

A idéia inicial de criar uma banda só de garotas foi de Kim Fowley, um empresário procurando pelo próximo grande sucesso. Assim ele apresentou a baterista Sandy West à guitarrista Joan Jett. Chamaram ainda a baixista Micki Steele, sem esquecer da compositora da banda Kari Krome. Ao final do ano de 1975 estava formado o grupo de três garotas chamado "The Runaways".
Começaram a fazer alguns shows na Califórnia, e em 1976 a banda cresceu.
Entraram a guitarrista solo de dezesseis anos Lita Ford e a cantora
principal Cherie Currie. Além disso a baixista Micki Steele deixou a banda,
sendo substituida por Jackie Fox. Com essas mudanças a banda atingiu grande sucesso. No mesmo ano, gravaram pela Mercury Records seu disco de estréia, intitulado
"The Runaways". Do disco saiu o sucesso "Cherry Bomb", e a banda saiu em turnê nos EUA, cujos shows costumavam ter ingressos esgotados.
Elas também fizeram a abertura de shows de bandas
já consagradas como Van Halen.

Em 1977 lançaram seu segundo álbum, chamado "Queens of Noise" e então começou a turnê mundial. No desembarque em um aeroporto do Japão, tinha tanta gente, que Joan Jett descreveu depois como sendo algo parecido com a Beatlemania. Tiveram muito espaço na TV japonesa, ganhando um álbum ao vivo. Ainda no Japão, Jackie Fox deixou a banda. Joan Jett assumiu os baixos temporariamente, e ao voltarem foram ocupados pela garota de dezessete anos Vickie Blue.
Então, a cantora Cherie Currie deixou a banda, e Joan Jett, que fazia a segunda voz, assumiu o vocal principal. A banda gravou seu terceiro álbum de estúdio "Waiting For The Night" e começou uma turnê mundial com a banda punk The Ramones.
Em 1978, desacordos de ordem financeira fizeram as Runaways e Kim Fowley romperem com suas relações empresariais. O grupo contratou um novo empresário, que também trabalhava para o grupo Blondie e Suzi Quatro. Romperam suas relações também com a gravadora Mercury. Houve troca de acusações entre a banda e o ex-empresário. A baixista Vickie Blue deixou o grupo, sendo substituida por Laurie McAllister. Gravaram então seu último álbum "And Now... The Runaways".
A banda acabou oficialmente em 1979, por causa de problemas internos e externos. Haviam muitas críticas da imprensa estadunidense, que não estavam preparados para ver garotas adolescentes com atitude, que escreviam e tocavam as próprias músicas e seus próprios instrumentos. Existiam também os problemas internos de constante troca de integrantes, e sub-gênero do rock a ser seguido. Joan Jett, guitarrista base, preferia o punk, enquanto Lita Ford tinha preferência pelo Heavy Metal. A banda acabou, mas deixou a mensagem principal de que mulheres podem fazer Rock.

Acontecimentos após o fim da banda

Após o término do grupo cada integrante seguiu em carreira solo,
formou uma nova banda, ou mudou de profissão:

Joan Jett

Continuou a tocar guitarra e formou uma nova banda, chamada The Blackhearts, e fizeram sua própria gravadora em 1980. Joan Jett foi uma das ex-integrantes que melhor se recuperou. Gravou a clássica música "I Love Rock 'N' Roll", e emplacou outros sucessos como "Bad Reputation", "Crimson and Clover" e
"I Hate Myself For Loving You".

Lita Ford

Gravou pela Polygram discos solos. Fez sucesso com músicas como "Kiss Me Deadly" e "Close My Eyes Forever" (a segunda num dueto com Ozzy Osbourne).

Sandy West

Tentou iniciar algum projeto com Lita Ford, mas nada ocorreu.
Criou a "Sandy West Band" e fez turnês na Califórnia nos anos 80 e 90.
Em 2005 foi diagnosticada com câncer e morreu em Outubro de 2006.

Cherie Currie

Começou uma carreira de atriz e posteriormente fez um álbum (Young And Wild)
com sua irmã gêmea, Marie Currie.

Micki Steele

Entrou para a banda The Bangles que fez sucesso nos anos 1980.

Jackie Fox

Ingressou na Universidade de Harvard e tornou-se advogada.

Vicki Blue

Formou uma banda com Cherie Currie, mas nunca gravaram nenhum álbum, então o projeto acabou. Lançou um documentário junto com Jackie Fox sobre a banda chamado
"Edgeplay: A Film About The Runaways"".

Laurie McAllister

Saiu da banda para entrar em uma outra também só de garotas,
chamada "The Orchids".

Este ano (2010), foi lançado o filme sobre a banda The Runaways,
com a participação de Kristen Stewart e Dakota Fanning,
representando Joan Jett e Cherie Currie, respectivamente.

Discografia Álbuns de Estúdio

The Runaways (1976)
Queens of Noise (1977)
Waitin' for the Night (1977)
And Now... The Runaways (1978)

Álbuns ao vivo

Live in Japan, (1977)

Compilações

Flaming Schoolgirls (1980) (Sessões inéditas de: Queens of Noise; quatro faixas de Live in Japan)
Little Lost Girls (versão estado-unidense de And Now... The Runaways) (1981)
I Love Playin' With Fire (1982)
The Best Of The Runaways (1982)
Born to be Bad (1991) (compilação dos primeiro demos)
Neon Angels (1992)
The Runaways featuring Joan Jett and Lita Ford (1997)

domingo, 26 de julho de 2009

" THE CLASH "


The Clash foi um grupo de punk rock britânico que durou de 1976 até 1985. Uma das bandas mais aclamadas pela crítica da época, o The Clash foi famoso por seu alcance musical (incorporavam reggae, funk, rockabilly, e eventualmente muitos outros estilos musicais em seu repertório), por demonstrar uma sofisticação lírica e política que os distinguia da maioria de seus companheiros no movimento punk, e por suas explosivas apresentações ao vivo.
Formado originalmente por John Mellor - vulgo Joe Strummer - (vocais, guitarra rítmica), Mick Jones (vocais, guitarra), Paul Simonon (baixo e vocais), Keith Levene (guitarra guia) e Terry Chimes - creditado no primeiro LP como "Tory Crimes" (bateria), o Clash foi formado em Londres em 1976 durante a primeira leva do punk britânico. Strummer fazia parte dos The 101ers e Jones e Simonon da lendária banda de proto-punk London SS. Por influência do empresário Bernie Rhodes, Levene e Simonon recrutaram Strummer.
Estava formado o Clash.

Keith Levene foi o guitarrista da banda neste começo, mas depois de 5 shows abandonou o grupo sob circustâncias ambíguas.
Depois do lançamento do primeiro álbum do Clash, Chimes foi substituído pelo baterista Topper Headon. Inicialmente a banda foi conhecida por sua visão extremamente esquerdista e pelas roupas que eles pintavam com slogans revolucionários. O primeiro show foi em 1976 como banda de apoio dos Sex Pistols, e então eles assinaram contrato com a CBS Records. O Clash lançou seu primeiro compacto ("White Riot") e seu primeiro álbum (The Clash) em 1977, alcançando sucesso considerável no Reino Unido.
Apesar disso a CBS se recusou a lançá-los nos Estados Unidos, só o fazendo dois anos depois.
The Clash foi um álbum de punk rock britânico seminal. A maioria das cançãos eram porradas de 2-3 minutos, mas as composições e melodias superiores destacaram Strummer e Jones entre a maioria de seus contemporâneos. Incluiria também a primeira evidência
de sua habilidade, que se repetiria por toda a carreira da banda, de absorver um estilo musical e dar a ele uma atmosfera própria, aqui com uma versão do clássico do reggae “Police and Thieves”.
Seu álbum seguinte, Give ‘Em Enough Rope, foi o primeiro a apresentar Topper Headon em todas as faixas. Rope foi lançado em 1978, alcançando a segunda colocação na parada de sucessos britânica mas fracassando em sua tentativa de penetrar no maior mercado mundial de canção, os Estados Unidos.
Assim como a maioria das primeiras bandas punk, o Clash protestava contra a monarquia e a aristocracia no Reino Unido e ao redor do mundo. Mas ao contrário dessas primeiras bandas punks, o Clash rejeitou o sentimento dominante de niilismo e anarquismo. Ao invés disso, eles se solidariezaram com diversos movimentos de libertação da época. Sua visão política era expressada explicitamente em seus versos, como em “White Riot”, que encorajava jovens brancos a entrarem para organizações libertárias de negros.
Certa vez, em 1977, durante um show da ‘’Love Music Hate Racism’’ organizada pela Liga Anti-Nazismo, Joe Strummer vestiu uma polêmica camiseta com as palavras ‘’Brigate Rosse’’ e o emblema da facção Baader-Meinhof estampadas no centro. Ele declarou posteriormente que usou a camiseta não para apoiar os terroristas, mas para chamar atenção à sua existência. Ainda assim, ele se arrependeu depois do show, o que o levou a compor a canção “Tommy Gun”, renunciando à violência como um meio de protesto.
O The Clash também apoiava o IRA, o PLO e, posteriormente, o Sandinismo, entre outros movimentos marxistas da América Latina, além de estarem envolvidos diretamente com a polêmica Liga Anti-Nazismo e o Rock Against Racism.
‘’Give ‘Em Enough Rope’’ foi o primeiro álbum do Clash lançado nos E.U.A., e para divulgá-lo a banda organizou uma turnê norte-americana em 1979. Seu primeiro álbum só sairia ali em julho de 1979, então em versão drasticamente revisada e editada da lançada anteriormente.
O sucesso de crítica e de vendas do Clash nos Estados Unidos veio com ‘’London Calling’’, um álbum duplo lançado em 1979 (pelo preço de um simples, por exigência da banda). Além do punk, apresentava uma gama variada de estilos, incluindo o rockabilly e reggae.
A seguir veio ‘’Sandinista!”, álbum triplo pelo preço de um duplo, lançado no final de 1980. A banda continuou seus experimentos com o reggae e o dub, se expandindo em direção a outras técnicas de produção e estilos musicais, que incluíam jazz e hip-hop. O resultado confundiu os novos fãs e as vendas caíram, embora tenham se saído melhor nos E.U.A. Depois do lançamento de ‘’Sandinista!’’, o Clash entrou em sua primeira turnê mundial, visitando países da Ásia e da Oceania.
Em 1982, a banda retornou com o mais vendido de seus álbuns, ‘’Combat Rock’’, apresentando os sucessos “Rock The Casbah” e “Should I Stay Or Should I Go?”.
Os sintomas aparentemente passaram despercebidos com o sucesso de ‘’Combat Rock’’, mas depois deste álbum o Clash começou lentamente a se desintegrar. Topper Headon foi demitido devido à problemas com drogas, e o baterista original da banda, Terry Chimes, foi chamado de volta para a turnê seguinte. Depois da turnê ‘’Combat Rock’’ de 1982 ele saiu do Clash, convencido de que o grupo não duraria muito tempo com todas as brigas e desentendimentos. Em 1983, depois de uma longa busca por um novo
baterista, Pete Howard foi recrutado e tocou com a formação original em alguns shows nos Estados Unidos.
Em setembro de 1983, Strummer e Simonon expulsaram Jones da banda, citando seu comportamento problemático e divergências musicais. Depois de uma série de testes, a banda contratou Nick Shepperd e Vince White, ambos com 23 anos, como seus novos
guitarristas. Eles voltaram a se apresentar em janeiro de 1984, e no final do mesmo ano anunciaram que um novo disco estava a caminho.
As sessões de gravação deste novo álbum foram decepcionantes, com o empresário Bernie Rhodes recusando o talento considerável de Howard em favor de uma bateria eletrônica, alterando drasticamente os arranjos das cançãos e baseando o som da banda em sintetizadores.
Desiludidos com o álbum, Strummer levou o Clash para viajar pela Inglaterra e Escócia, tocando de graça em esquinas e bares. O grupo apresentou seus últimos shows em 1985. Enquanto isso, ‘’Cut The Crap’’ era lançado, sendo bombardeado pelas críticas e sofrendo vendas pífias.
Joe Strummer atuou em alguns filmes, gravou trilhas sonoras e tocou com algumas bandas de sucesso limitado. No final dos anos 90, ele reuniu um grupo chamado The Mescaleros, assinando com o selo punk Hellcat Records e lançando um álbum chamado
‘’Rock Art and the X-Ray Style’’. A banda passou a fazer turnês pelos Estados Unidos e Inglaterra, tocando, além de suas cançãos, sucessos do Clash e clássicos do reggae. Em dezembro de 2002, Strummer morreu subitamente, vítima de um ataque cardíaco. Ele
tinha 50 anos. O álbum do Mescaleros em que ele estava trabalhando, ‘’Streetcore’’, foi lançado postumamente em 2003, sendo aclamado pela crítica.
Depois do fim do The Clash, Paul Simonon entrou para um grupo chamado Havana 3AM, que gravou somente um álbum no Japão e se separou. Posteriormente Simonon voltaria às suas raízes de artista visual, organizando várias galerias de arte. Sua relutância em
voltar a tocar foi citado como a principal razão de o Clash ter sido uma das poucas bandas punks britânicas dos anos 70 que não se aproveitou da febre de nostalgia punk que assolou o final dos anos 90 para tentar relançar a carreira.
Depois de ser despedido do Clash, Topper Headon seguiu sem rumo com seu vício em heroína. Ele formou uma banda de jazz que durou pouco tempo. Até a gravação do documentário de Don Letts sobre o Clash, ‘’Westway To The World’’, Headon tinha sumido do mundo da canção. Atualmente ele está limpo e continua a tocar. Foi em um de seus shows que ele ficou sabendo da morte de Joe, e em 2003 ele anunciou que tocaria em tributo a seu antigo companheiro de banda.

::DISCOGRAFIA::

The Clash (1977)
Give 'Em Enough Rope (1978)
London Calling (1979)
Black Market Clash (1980) (compilação de lados-B)
Sandinista! (1980)
Combat Rock (1982)
Cut the Crap (1985)


The Story of the Clash, Volume 1, 1988
Clash on Broadway, 1991
The Singles, 1991
Super Black Market Clash, 1980
From Here to Eternity: Live, 1999 (gravações ao vivo de 1978 a 1982),
The Essential Clash, 2003
London Calling: 25th Anniversary Legacy Edition, 2004 (versão expandida com gravações de ensaios e um DVD com o making of do álbum)
The Clash,The Singles 2007

" RAMONES "


Década de 70. Joey e Johnny, ainda garotos e colegas na escola de Forrest Hills, cresciam tomados pela indignação e frustração, diante da falta de repertório em que o rock vivia na época. As músicas eram longas, com técnicas apuradas e solos de bateria e guitarra intermináveis. Mas os dois garotos tinham algo mais em comum: a adoração pelos rocks revolucionáros como Beatles, Stones, Doors, e The Who, além dos ídolos rockabilly, como Turtles, Ventures, Kinks e Trashmen.

Decepcionados com o fim dos Beatles e com os Stones e The Who, que estavam se afastando cada vez mais da fúria de seu som original, voltaram-se para o que havia de mais radical na época: Stooges, MC5, e as glitter-bands de David Bowie, New York Dolls e T-Rex.

Joey, nessa época baterista, fundou o Sniper, grupo fortemente influenciado pelo New York Dolls, enquanto Johnny era o guitarrista no Tangerine Puppets, uma banda cover. Logo Joey e Johnny começaram a ensaiar e foi por intermédio de Johnny que Douglas Colvin, ou Dee Dee, também integrou-se na banda..

E assim aconteceu o primeiro ensaio dos Ramones, em 1974, com Dee Dee no vocal e Joey na bateria. Houve entre eles uma afinidade muito grande e em duas horas haviam composto a primeira música da banda: "I don't get Involved with You". Para homenagear o produtor Phil Ramone, batizaram a banda de Ramones e todos usaram "Ramone" como sobrenome, como se fizessem parte de uma família. A história, porém, gera controvérsias, uma vez que alguns afirmam que, na verdade, eles apenas fizeram uma brincadeira com fato de Paul McCartney se registrar em hotéis sob o pseudônimo de Paul Ramone.

O primeiro show dos Ramones ainda tinha Joey na bateria, e aconteceu em março de 1974, no estúdio onde ensaiavam, parecendo na verdade um ensaio aberto. O show foi um vexame pois Joey nitidamente não sabia tocar bateria. Decidem então que Joey assumiria os vocais e precisariam assim de um baterista. Conheceram ainda nesse mesmo estúdio, o empresário Tommy Erdelhyi, que passou a cuidar dos negócios do grupo.

Foram meses testando vários bateristas, até que Johnny sugeriu a Tommy que ele fosse o baterista, já que compreendia e conhecia as músicas. Tommy aceitou, mesmo sem nunca ter tocado bateria, formando completamente a banda: Joey no vocal, Johnny na guitarra, Dee Dee no baixo e Tommy na bateria.

Nessa época, o grupo já tinha um repertório mais extenso e começaram a se apresentar em alguns clubes, chamando a atenção de jornalistas, artistas e até mesmo celebridades.

No início de 1976, a banda já gozava de um certo prestígio em Nova Iorque, e sentia a necessidade de gravar um disco. Foi aí que Tommy conseguiu um contrato com a gravadora independente Sire, que lançou o primeiro álbum do grupo. Gravaram , em pouco mais duas semanas, o primeiro álbum com 14 músicas, com duração média de 28 minutos. O disco foi amado e odiado.

As rádios, ainda não habituadas com letras tão pouco convencionais e despojadas, falando sobre punks e delinquentes, ignoraram o álbum. Já na Europa o disco foi muito bem recebido, onde logo os Ramones foram fazer o seu primeiro show.

Em janeiro de 1977, o grupo já gravava seu segundo álbum: Ramones- Leave Home. A fama do grupo aumentava junto com os problemas de Dee Dee com as drogas.Mesmo assim, ele estava em uma fase muito criativa.

Logo após oito meses de lançamento do Leave Home, os Ramones estavam no estúdio para gravar a obra-prima do grupo e considerada também por muitos, o álbum revolucionário do rock, o "Rocket to Russia". O disco terminou em sexto lugar na lista de discos mais vendidos.

No reveillon, gravaram o disco ao vivo It's Alive, lançado apenas na Europa. Logo depois da turnê européia, Tommy resolveu deixar a banda, pois não gostava muito de excursionar. Ele queria mesmo dedicar-se exclusivamente à produção de discos e tornou-se um respeitado produtor, trabalhando até mesmo diversos outros Lp's dos Ramones.

Entra no grupo o baterista Marc Bell, e como agora era um membro da família Ramone, muda seu nome para Mark Ramone. Pouco menos de um mês, os Ramones começaram a gravar Road to Ruin, que possuia músicas que foram consideradas prova de maturidade da banda.

Num período de pouco mais de dois anos, os Ramones haviam lançado quatro discos e começavam as ser criticados pela falta de criatividade. Foi aí que entrou na história o famoso produtor Phil Spector, que mudou um pouco a direção musical da banda, produzido um disco muito perfeccionista e rico em detalhes. Mas Johnny não estava contente, pois sentia que o estilo punk, característico do grupo, havia sumido, dando mais espaço ao pop.

Em julho de 1981, foi lançado “Pleasant Dreams” onde percebia-se que o clima nos Ramones não andava muito bem. Já no álbum Subterranean Jungle, Dee Dee e Johnny recuperavam a força de seus primeiros trabalhos, porém ainda notava-se uma certa insegurança. Nesse disco Mark Ramone se despedia dos Ramones, por causa de seu alcoolismo.

Dois dias depois do lançamento do Subterranean Jungle, os Ramones anunciavam a chegada do novo baterista, Richie. Recuperados da crise, os Ramones voltam com força total à fúria de seus primeiros discos. Durante os cinco anos seguintes, a banda renasceu com quatro álbuns excepcionais,: “Too Tough, To Die”, “Animal Boy”, “Halfway To Sanity” e “Brain Drain”.

O que realmente preocupava a todos nessa época, era o vício de Dee Dee com as drogas. Logo depois do lançamento de “Halfway To Sanity”, Richie casou e resolveu, deixar o grupo banda, entrando em seu lugar Clem Burke, ex-Blondie, que passou a se chamar Elvis Ramone.

Elvis ficou apenas por dois shows no grupo pois não acompanhava o estilo da banda e Mark, recuperado do alcoolismo, volta a fazer parte dos Ramones. Porém, o probelma com o Dee Dee se agravava cada vez mais. Em 1987 , o baixista cortou o cabelo, resolveu gravar um disco de funk, e logo após o lançamento de Brain Drain e de seu disco solo, resolveu abandonar os Ramones, sem explicar as razões.Não foi nada fácil substituir Dee Dee, já que ele era uma figura das mais carismáticas da era punk.

Foi então que escolheram CJ como baixista, pois foi o único que não tentava imitar Dee Dee, tornando-se CJ Ramone em 4 de agosto de 1989. A entrada de CJ deu nova inspiração ao grupo, que se sentia revigorado e satisfeito com a performance do noivo baixista. Uma turnê pela Espanha acabou originando Loco Live, o primeiro álbum ao vivo do grupo lançado oficialmente nos Estados Unidos.

Em setembro de 1992 os Ramones lançaram Mondo Bizarro. O álbum provocou um novo estouro da banda em todo mundo, fazendo dos Ramones a atração principal em vários festivais de rock na Europa. Em 94 lançam o também aclamado Acid Eaters.

Tudo estava indo bem até que, sem nenhum motivo aparente, os Ramones anunciaram que estavam se separando. Gravam então em 95, o disco de despedida Adios Amigos. Em 1996, Joey segue sua carreira solo com Marky na bateria, CJ segue com a banda Los Gusanos e Johnny, se dedicará à sua coleção de filmes de horror e discos antigos.

Cada integrante cuidava de seus projetos e os boatos de que o Ramone voltariam cresciam cada vez mais. Nessa época, foi descoberto que Joey estava fazendo tratamento contra o câncer e que seu estado de saúde não era nada bom.

No dia 15 de abril de 2001, o mundo todo ficou chocado com a notícia: Morreu Joey Ramone. Os fãs choram com o fim de uma história que durou 21 anos, e os Ramones, que sempre foram fiéis ao estilo punk rock , provaram que ainda existe fidelidade e amor à música.

No ano seguinte o baixista Dee Dee não resistiu a uma overdose e faleceu aos 49 anos de idade. Sua biografia ainda saiu aqui no Brasil sob o título de “Coração Envenenado - Minha Vida com os Ramones” (Editora Barracuda).

Em 2003, a Rua 2 leste com a Bowery, em Nova Iorque, passou a se chamar Joey Ramone Place, numa homenagem mais do que merecida ao líder dos Ramones. Este local foi escolhido pois fica no mesmo quarteirão do lendário clube CBGB, onde eles, ao lado do Blondie e Television iniciaram suas carreiras.

O Ramones continuou recebendo diversas homenagens, tributos e virou até musical. Intitulado “Gabba Gabba Hey”, a peça estreou na Austrália e tem ambição de entrar em cartaz na Broadway.

Em 2004 foi anunciado “Ramones Raw”, um DVD que conta com diversos depoimentos de artistas influentes como Debbie Harry e Bono Vox, além de uma performance histórica do grupo em Roma, registrada em 1980.

Na mesma época, o guitarrista Johnny Ramone revelou que sofria de câncer na próstata há 5 anos e que estava passando por um tratamento intensivo de quimio e radioterapia. Infelizmente, o músico acabou falecendo no dia 15 de Setembro, aos 55 anos de idade, em Los Angeles.

Em 2005 chegou às lojas o DVD “End of The Century: The Story of The Ramones”, um documentário sobre a trajetória da banda. O material traz diversas entrevistas, cenas de bastidores, depoimentos de personalidades, imagens ao vivo, e uma vídeo-aula com o baterista Marky Ramone.

Em junho, o baterista esteve no Brasil se apresentando em um show do programa “Garagem”, da rádio Brasil 2000, ao lado de nomes como João Gordo, Derrick e Igor Cavaleira do Sepultura.

domingo, 19 de julho de 2009

" RAMONES "


Década de 70. Joey e Johnny, ainda garotos e colegas na escola de Forrest Hills, cresciam tomados pela indignação e frustração, diante da falta de repertório em que o rock vivia na época. As músicas eram longas, com técnicas apuradas e solos de bateria e guitarra intermináveis. Mas os dois garotos tinham algo mais em comum: a adoração pelos rocks revolucionáros como Beatles, Stones, Doors, e The Who, além dos ídolos rockabilly, como Turtles, Ventures, Kinks e Trashmen.

Decepcionados com o fim dos Beatles e com os Stones e The Who, que estavam se afastando cada vez mais da fúria de seu som original, voltaram-se para o que havia de mais radical na época: Stooges, MC5, e as glitter-bands de David Bowie, New York Dolls e T-Rex.

Joey, nessa época baterista, fundou o Sniper, grupo fortemente influenciado pelo New York Dolls, enquanto Johnny era o guitarrista no Tangerine Puppets, uma banda cover. Logo Joey e Johnny começaram a ensaiar e foi por intermédio de Johnny que Douglas Colvin, ou Dee Dee, também integrou-se na banda..

E assim aconteceu o primeiro ensaio dos Ramones, em 1974, com Dee Dee no vocal e Joey na bateria. Houve entre eles uma afinidade muito grande e em duas horas haviam composto a primeira música da banda: "I don't get Involved with You". Para homenagear o produtor Phil Ramone, batizaram a banda de Ramones e todos usaram "Ramone" como sobrenome, como se fizessem parte de uma família. A história, porém, gera controvérsias, uma vez que alguns afirmam que, na verdade, eles apenas fizeram uma brincadeira com fato de Paul McCartney se registrar em hotéis sob o pseudônimo de Paul Ramone.

O primeiro show dos Ramones ainda tinha Joey na bateria, e aconteceu em março de 1974, no estúdio onde ensaiavam, parecendo na verdade um ensaio aberto. O show foi um vexame pois Joey nitidamente não sabia tocar bateria. Decidem então que Joey assumiria os vocais e precisariam assim de um baterista. Conheceram ainda nesse mesmo estúdio, o empresário Tommy Erdelhyi, que passou a cuidar dos negócios do grupo.

Foram meses testando vários bateristas, até que Johnny sugeriu a Tommy que ele fosse o baterista, já que compreendia e conhecia as músicas. Tommy aceitou, mesmo sem nunca ter tocado bateria, formando completamente a banda: Joey no vocal, Johnny na guitarra, Dee Dee no baixo e Tommy na bateria.

Nessa época, o grupo já tinha um repertório mais extenso e começaram a se apresentar em alguns clubes, chamando a atenção de jornalistas, artistas e até mesmo celebridades.

No início de 1976, a banda já gozava de um certo prestígio em Nova Iorque, e sentia a necessidade de gravar um disco. Foi aí que Tommy conseguiu um contrato com a gravadora independente Sire, que lançou o primeiro álbum do grupo. Gravaram , em pouco mais duas semanas, o primeiro álbum com 14 músicas, com duração média de 28 minutos. O disco foi amado e odiado.

As rádios, ainda não habituadas com letras tão pouco convencionais e despojadas, falando sobre punks e delinquentes, ignoraram o álbum. Já na Europa o disco foi muito bem recebido, onde logo os Ramones foram fazer o seu primeiro show.

Em janeiro de 1977, o grupo já gravava seu segundo álbum: Ramones- Leave Home. A fama do grupo aumentava junto com os problemas de Dee Dee com as drogas.Mesmo assim, ele estava em uma fase muito criativa.

Logo após oito meses de lançamento do Leave Home, os Ramones estavam no estúdio para gravar a obra-prima do grupo e considerada também por muitos, o álbum revolucionário do rock, o "Rocket to Russia". O disco terminou em sexto lugar na lista de discos mais vendidos.

No reveillon, gravaram o disco ao vivo It's Alive, lançado apenas na Europa. Logo depois da turnê européia, Tommy resolveu deixar a banda, pois não gostava muito de excursionar. Ele queria mesmo dedicar-se exclusivamente à produção de discos e tornou-se um respeitado produtor, trabalhando até mesmo diversos outros Lp's dos Ramones.

Entra no grupo o baterista Marc Bell, e como agora era um membro da família Ramone, muda seu nome para Mark Ramone. Pouco menos de um mês, os Ramones começaram a gravar Road to Ruin, que possuia músicas que foram consideradas prova de maturidade da banda.

Num período de pouco mais de dois anos, os Ramones haviam lançado quatro discos e começavam as ser criticados pela falta de criatividade. Foi aí que entrou na história o famoso produtor Phil Spector, que mudou um pouco a direção musical da banda, produzido um disco muito perfeccionista e rico em detalhes. Mas Johnny não estava contente, pois sentia que o estilo punk, característico do grupo, havia sumido, dando mais espaço ao pop.

Em julho de 1981, foi lançado “Pleasant Dreams” onde percebia-se que o clima nos Ramones não andava muito bem. Já no álbum Subterranean Jungle, Dee Dee e Johnny recuperavam a força de seus primeiros trabalhos, porém ainda notava-se uma certa insegurança. Nesse disco Mark Ramone se despedia dos Ramones, por causa de seu alcoolismo.

Dois dias depois do lançamento do Subterranean Jungle, os Ramones anunciavam a chegada do novo baterista, Richie. Recuperados da crise, os Ramones voltam com força total à fúria de seus primeiros discos. Durante os cinco anos seguintes, a banda renasceu com quatro álbuns excepcionais,: “Too Tough, To Die”, “Animal Boy”, “Halfway To Sanity” e “Brain Drain”.

O que realmente preocupava a todos nessa época, era o vício de Dee Dee com as drogas. Logo depois do lançamento de “Halfway To Sanity”, Richie casou e resolveu, deixar o grupo banda, entrando em seu lugar Clem Burke, ex-Blondie, que passou a se chamar Elvis Ramone.

Elvis ficou apenas por dois shows no grupo pois não acompanhava o estilo da banda e Mark, recuperado do alcoolismo, volta a fazer parte dos Ramones. Porém, o probelma com o Dee Dee se agravava cada vez mais. Em 1987 , o baixista cortou o cabelo, resolveu gravar um disco de funk, e logo após o lançamento de Brain Drain e de seu disco solo, resolveu abandonar os Ramones, sem explicar as razões.Não foi nada fácil substituir Dee Dee, já que ele era uma figura das mais carismáticas da era punk.

Foi então que escolheram CJ como baixista, pois foi o único que não tentava imitar Dee Dee, tornando-se CJ Ramone em 4 de agosto de 1989. A entrada de CJ deu nova inspiração ao grupo, que se sentia revigorado e satisfeito com a performance do noivo baixista. Uma turnê pela Espanha acabou originando Loco Live, o primeiro álbum ao vivo do grupo lançado oficialmente nos Estados Unidos.

Em setembro de 1992 os Ramones lançaram Mondo Bizarro. O álbum provocou um novo estouro da banda em todo mundo, fazendo dos Ramones a atração principal em vários festivais de rock na Europa. Em 94 lançam o também aclamado Acid Eaters.

Tudo estava indo bem até que, sem nenhum motivo aparente, os Ramones anunciaram que estavam se separando. Gravam então em 95, o disco de despedida Adios Amigos. Em 1996, Joey segue sua carreira solo com Marky na bateria, CJ segue com a banda Los Gusanos e Johnny, se dedicará à sua coleção de filmes de horror e discos antigos.

Cada integrante cuidava de seus projetos e os boatos de que o Ramone voltariam cresciam cada vez mais. Nessa época, foi descoberto que Joey estava fazendo tratamento contra o câncer e que seu estado de saúde não era nada bom.

No dia 15 de abril de 2001, o mundo todo ficou chocado com a notícia: Morreu Joey Ramone. Os fãs choram com o fim de uma história que durou 21 anos, e os Ramones, que sempre foram fiéis ao estilo punk rock , provaram que ainda existe fidelidade e amor à música.

No ano seguinte o baixista Dee Dee não resistiu a uma overdose e faleceu aos 49 anos de idade. Sua biografia ainda saiu aqui no Brasil sob o título de “Coração Envenenado - Minha Vida com os Ramones” (Editora Barracuda).

Em 2003, a Rua 2 leste com a Bowery, em Nova Iorque, passou a se chamar Joey Ramone Place, numa homenagem mais do que merecida ao líder dos Ramones. Este local foi escolhido pois fica no mesmo quarteirão do lendário clube CBGB, onde eles, ao lado do Blondie e Television iniciaram suas carreiras.

O Ramones continuou recebendo diversas homenagens, tributos e virou até musical. Intitulado “Gabba Gabba Hey”, a peça estreou na Austrália e tem ambição de entrar em cartaz na Broadway.

Em 2004 foi anunciado “Ramones Raw”, um DVD que conta com diversos depoimentos de artistas influentes como Debbie Harry e Bono Vox, além de uma performance histórica do grupo em Roma, registrada em 1980.

Na mesma época, o guitarrista Johnny Ramone revelou que sofria de câncer na próstata há 5 anos e que estava passando por um tratamento intensivo de quimio e radioterapia. Infelizmente, o músico acabou falecendo no dia 15 de Setembro, aos 55 anos de idade, em Los Angeles.

Em 2005 chegou às lojas o DVD “End of The Century: The Story of The Ramones”, um documentário sobre a trajetória da banda. O material traz diversas entrevistas, cenas de bastidores, depoimentos de personalidades, imagens ao vivo, e uma vídeo-aula com o baterista Marky Ramone.

Em junho, o baterista esteve no Brasil se apresentando em um show do programa “Garagem”, da rádio Brasil 2000, ao lado de nomes como João Gordo, Derrick e Igor Cavaleira do Sepultura.

sábado, 18 de julho de 2009

" THE CLASH "


The Clash foi um grupo de punk rock britânico que durou de 1976 até 1985. Uma das bandas mais aclamadas pela crítica da época, o The Clash foi famoso por seu alcance musical (incorporavam reggae, funk, rockabilly, e eventualmente muitos outros estilos musicais em seu repertório), por demonstrar uma sofisticação lírica e política que os distinguia da maioria de seus companheiros no movimento punk, e por suas explosivas apresentações ao vivo.
Formado originalmente por John Mellor - vulgo Joe Strummer - (vocais, guitarra rítmica), Mick Jones (vocais, guitarra), Paul Simonon (baixo e vocais), Keith Levene (guitarra guia) e Terry Chimes - creditado no primeiro LP como "Tory Crimes" (bateria), o Clash foi formado em Londres em 1976 durante a primeira leva do punk britânico. Strummer fazia parte dos The 101ers e Jones e Simonon da lendária banda de proto-punk London SS. Por influência do empresário Bernie Rhodes, Levene e Simonon recrutaram Strummer.
Estava formado o Clash.

Keith Levene foi o guitarrista da banda neste começo, mas depois de 5 shows abandonou o grupo sob circustâncias ambíguas.
Depois do lançamento do primeiro álbum do Clash, Chimes foi substituído pelo baterista Topper Headon. Inicialmente a banda foi conhecida por sua visão extremamente esquerdista e pelas roupas que eles pintavam com slogans revolucionários. O primeiro show foi em 1976 como banda de apoio dos Sex Pistols, e então eles assinaram contrato com a CBS Records. O Clash lançou seu primeiro compacto ("White Riot") e seu primeiro álbum (The Clash) em 1977, alcançando sucesso considerável no Reino Unido.
Apesar disso a CBS se recusou a lançá-los nos Estados Unidos, só o fazendo dois anos depois.
The Clash foi um álbum de punk rock britânico seminal. A maioria das cançãos eram porradas de 2-3 minutos, mas as composições e melodias superiores destacaram Strummer e Jones entre a maioria de seus contemporâneos. Incluiria também a primeira evidência
de sua habilidade, que se repetiria por toda a carreira da banda, de absorver um estilo musical e dar a ele uma atmosfera própria, aqui com uma versão do clássico do reggae “Police and Thieves”.
Seu álbum seguinte, Give ‘Em Enough Rope, foi o primeiro a apresentar Topper Headon em todas as faixas. Rope foi lançado em 1978, alcançando a segunda colocação na parada de sucessos britânica mas fracassando em sua tentativa de penetrar no maior mercado mundial de canção, os Estados Unidos.
Assim como a maioria das primeiras bandas punk, o Clash protestava contra a monarquia e a aristocracia no Reino Unido e ao redor do mundo. Mas ao contrário dessas primeiras bandas punks, o Clash rejeitou o sentimento dominante de niilismo e anarquismo. Ao invés disso, eles se solidariezaram com diversos movimentos de libertação da época. Sua visão política era expressada explicitamente em seus versos, como em “White Riot”, que encorajava jovens brancos a entrarem para organizações libertárias de negros.
Certa vez, em 1977, durante um show da ‘’Love Music Hate Racism’’ organizada pela Liga Anti-Nazismo, Joe Strummer vestiu uma polêmica camiseta com as palavras ‘’Brigate Rosse’’ e o emblema da facção Baader-Meinhof estampadas no centro. Ele declarou posteriormente que usou a camiseta não para apoiar os terroristas, mas para chamar atenção à sua existência. Ainda assim, ele se arrependeu depois do show, o que o levou a compor a canção “Tommy Gun”, renunciando à violência como um meio de protesto.
O The Clash também apoiava o IRA, o PLO e, posteriormente, o Sandinismo, entre outros movimentos marxistas da América Latina, além de estarem envolvidos diretamente com a polêmica Liga Anti-Nazismo e o Rock Against Racism.
‘’Give ‘Em Enough Rope’’ foi o primeiro álbum do Clash lançado nos E.U.A., e para divulgá-lo a banda organizou uma turnê norte-americana em 1979. Seu primeiro álbum só sairia ali em julho de 1979, então em versão drasticamente revisada e editada da lançada anteriormente.
O sucesso de crítica e de vendas do Clash nos Estados Unidos veio com ‘’London Calling’’, um álbum duplo lançado em 1979 (pelo preço de um simples, por exigência da banda). Além do punk, apresentava uma gama variada de estilos, incluindo o rockabilly e reggae.
A seguir veio ‘’Sandinista!”, álbum triplo pelo preço de um duplo, lançado no final de 1980. A banda continuou seus experimentos com o reggae e o dub, se expandindo em direção a outras técnicas de produção e estilos musicais, que incluíam jazz e hip-hop. O resultado confundiu os novos fãs e as vendas caíram, embora tenham se saído melhor nos E.U.A. Depois do lançamento de ‘’Sandinista!’’, o Clash entrou em sua primeira turnê mundial, visitando países da Ásia e da Oceania.
Em 1982, a banda retornou com o mais vendido de seus álbuns, ‘’Combat Rock’’, apresentando os sucessos “Rock The Casbah” e “Should I Stay Or Should I Go?”.
Os sintomas aparentemente passaram despercebidos com o sucesso de ‘’Combat Rock’’, mas depois deste álbum o Clash começou lentamente a se desintegrar. Topper Headon foi demitido devido à problemas com drogas, e o baterista original da banda, Terry Chimes, foi chamado de volta para a turnê seguinte. Depois da turnê ‘’Combat Rock’’ de 1982 ele saiu do Clash, convencido de que o grupo não duraria muito tempo com todas as brigas e desentendimentos. Em 1983, depois de uma longa busca por um novo
baterista, Pete Howard foi recrutado e tocou com a formação original em alguns shows nos Estados Unidos.
Em setembro de 1983, Strummer e Simonon expulsaram Jones da banda, citando seu comportamento problemático e divergências musicais. Depois de uma série de testes, a banda contratou Nick Shepperd e Vince White, ambos com 23 anos, como seus novos
guitarristas. Eles voltaram a se apresentar em janeiro de 1984, e no final do mesmo ano anunciaram que um novo disco estava a caminho.
As sessões de gravação deste novo álbum foram decepcionantes, com o empresário Bernie Rhodes recusando o talento considerável de Howard em favor de uma bateria eletrônica, alterando drasticamente os arranjos das cançãos e baseando o som da banda em sintetizadores.
Desiludidos com o álbum, Strummer levou o Clash para viajar pela Inglaterra e Escócia, tocando de graça em esquinas e bares. O grupo apresentou seus últimos shows em 1985. Enquanto isso, ‘’Cut The Crap’’ era lançado, sendo bombardeado pelas críticas e sofrendo vendas pífias.
Joe Strummer atuou em alguns filmes, gravou trilhas sonoras e tocou com algumas bandas de sucesso limitado. No final dos anos 90, ele reuniu um grupo chamado The Mescaleros, assinando com o selo punk Hellcat Records e lançando um álbum chamado
‘’Rock Art and the X-Ray Style’’. A banda passou a fazer turnês pelos Estados Unidos e Inglaterra, tocando, além de suas cançãos, sucessos do Clash e clássicos do reggae. Em dezembro de 2002, Strummer morreu subitamente, vítima de um ataque cardíaco. Ele
tinha 50 anos. O álbum do Mescaleros em que ele estava trabalhando, ‘’Streetcore’’, foi lançado postumamente em 2003, sendo aclamado pela crítica.
Depois do fim do The Clash, Paul Simonon entrou para um grupo chamado Havana 3AM, que gravou somente um álbum no Japão e se separou. Posteriormente Simonon voltaria às suas raízes de artista visual, organizando várias galerias de arte. Sua relutância em
voltar a tocar foi citado como a principal razão de o Clash ter sido uma das poucas bandas punks britânicas dos anos 70 que não se aproveitou da febre de nostalgia punk que assolou o final dos anos 90 para tentar relançar a carreira.
Depois de ser despedido do Clash, Topper Headon seguiu sem rumo com seu vício em heroína. Ele formou uma banda de jazz que durou pouco tempo. Até a gravação do documentário de Don Letts sobre o Clash, ‘’Westway To The World’’, Headon tinha sumido do mundo da canção. Atualmente ele está limpo e continua a tocar. Foi em um de seus shows que ele ficou sabendo da morte de Joe, e em 2003 ele anunciou que tocaria em tributo a seu antigo companheiro de banda.

::DISCOGRAFIA::

The Clash (1977)
Give 'Em Enough Rope (1978)
London Calling (1979)
Black Market Clash (1980) (compilação de lados-B)
Sandinista! (1980)
Combat Rock (1982)
Cut the Crap (1985)


The Story of the Clash, Volume 1, 1988
Clash on Broadway, 1991
The Singles, 1991
Super Black Market Clash, 1980
From Here to Eternity: Live, 1999 (gravações ao vivo de 1978 a 1982),
The Essential Clash, 2003
London Calling: 25th Anniversary Legacy Edition, 2004 (versão expandida com gravações de ensaios e um DVD com o making of do álbum)
The Clash,The Singles 2007