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domingo, 19 de agosto de 2012

"BACHMAN - TURNER OVERDRIVE"



Bachman-Turner Overdrive (freqüentemente conhecida como BTO) é um grupo de rock canadense de Winnipeg, Manitoba, que lançou uma série de álbuns e singles na década de 70. O nome da família Bachman é pronunciado "back-man", pronúncia que a própria banda usa. A pronúncia alternativa como "bok-man", especialmente na rádio americana, é tão difundida que a banda não a corrige mais e ambas as pronúncias tornaram-se aceitas. O autor de horror-ficção, Stephen King, inspirou-se no nome da banda para seu pseudônimo Richard Bachman.
Brave Belt foi a banda precursora de BTO, formada em 1971 por Randy Bachman e Chad Allan, ambos ex integrantes de The Guess Who, e o baterista Robin "Robbie" Bachman. Essencialmente, Randy estava produzindo o álbum para Allan; ele e Robbie proviam boa parte do trabalho instrumental. Quando requisitados pela gravadora para uma turnê, Randy convidou seu colega baixista/vocalista de Winnipeg C.F. "Fred" Turner para se juntar às atuações agendadas da banda.
O primeiro álbum de Brave Belt, que levava o nome da banda, não obteve sucesso nas vendas, e Chad Allen deixou a banda logo após o início da tour. Por não haver um líder vocal de prontidão para substituir, Turner foi convidado a ser um membro de tempo integral e liderar o vocal para a gravação de Brave Belt II em 1972. Brave Belt II também falhou em alcançar sucesso nas paradas, e em 1972 a tour de suporte ao álbum foi cancelada na metade. Mas a influência de Turner já podia ser notada, conforme a banda migrava de um puro rock-country para um som mais pesado, caracterizado pelo peso da guitarra e pela voz forte e áspera de Turner.
Chad Allan aparece como vocalista em duas faixas de Brave Belt II, mas estava essencialmente fora da banda para qualquer turnê. Durante esse período, Tim Bachman foi agregado ao grupo como um segundo guitarrista pois a banda sentira sua formação de apenas 3 integrantes restritiva. Firmaram novo acordo com a Mercury Records, a qual Randy Bachman se referiu como tiro de sorte:
Após sua fita demo ser rejeitada 26 vezes, Bachman estava preparado para dizer para os outros membros da banda que não seria mais possível manter seus salários, "e eles teriam que arrumar os temidos empregos comuns".Mas o destino tomou outro rumo - em Abril de 1973, Charlie Fach da Mercury Records retornou ao seu posto após uma viagem a França para encontrar em sua mesa uma pilha de fitas demos ainda não tocadas. Querendo começar do zero, jogou todas as fitas numa lata de lixo, exceto uma, que caiu no chão fora da lata. Fach então pegou a fita e notou o nome Bachman nela. Lembrou-se de ter conversado com ele no ano anterior e de ter dito a Bachman que se alguma vez produzisse uma demo para mandá-la a ele. Enquanto tocava a primeira faixa, "Gimme Your Money Please," Fach telefonou para Bachman para dizer que queria contratar a banda.
Até o momento a fita demo da banda ainda se chamava Brave Belt III. Fach convenceu a banda de que um novo nome era necessário; e apostava no reconhecimento do nome dos membros da banda. A banda já havia cogitado a hipótese de usar seus nomes de família. No caminho de volta de uma atuação em Toronto, ao notarem uma revista de caminhões chamada Overdrive numa loja Windsor, Turner escreveu "Bachman-Turner Overdrive" e as iniciais "B.T.O." em um guardanapo. O resto da banda decidiu que o acréscimo de "Overdrive" era a maneira perfeita de descrever sua música.
BTO lançou seu álbum auto intitulado em Maio de 1973. O álbum estorou nos E.U.A. por cidades litorâneas como Detroit e Buffalo, e permaneceu nas paradas por muitas semanas apesar da falta de um verdadeiro "single". Este foi o precurso de seu eminente sucesso.

Estouro e Sucesso

O segundo álbum, Bachman-Turner Overdrive II, foi lançado em dezembro do mesmo ano e se tornou sucesso nas paradas nos E.U.A. e Canadá. Este também rendeu dois de seus mais conhecidos singles, "Let it Ride" e "Takin’ Care of Business". Randy já havia escrito o escopo de "Takin’ Care of Business" oito anos antes como "White Collar Worker" ainda no The Guess Who, mas a banda sentiu que aquele não era seu tipo de música. Ela reapareceu no repertório de BTO durante shows de suporte ao primeiro álbum, por vontade de Randy, "para dar a Fred Turner a chance de descansar a voz". Randy ouvira um dia antes DJ Johnny Jane dizer 'We're takin' care of business on C-Fox radio', e decidiu inseir a frase "takin' care of business" no coro onde estava previamente "white collar worker".
Tim Bachman deixou a banda no início de 1974, logo após o lançamento de Bachman-Turner Overdrive II. Há diferentes versões sobre as razões de sua saída. Muitos afirmam que ele deixou a banda por assuntos pessoais e de estilo de vida... que estava para se casar e/ou queria estudar engenharia de som e produção. Mas em uma entrevista em 2002, o irmão Robbie disse "Ele foi basicamente convidado a sair. Ele não era calibre para o BTO era difícil contar com ele. Acho que a banda estava conflituosa com sua vida".
Durante a turnê de suporte para o BTO II, Tim foi substituído por Blair Thornton, que havia participado da banda de Vancouver, Crosstown Bus. O primeiro álbum com a formação modificada, Not Fragile de 1974, tornou-se um grande sucesso e alcançou o 1º lugar nas paradas americanas e canadenses. O álbum incluía o single "You Ain’t Seen Nothing Yet" que alcançou primeiro lugar nas paradas, e "Roll On Down the Highway", favorita em uma rádio americana de rock'n roll. A banda continuou firme na produção de álbuns bem sucedidos em meados dos anos 70, incluindo Four Wheel Drive e Head On (ambos em 1975). Cada um desses álbuns produziu um single: "Hey You" (from Four Wheel Drive) e "Take it Like a Man" (from Head On). Esta última conta com a participação de Little Richard no piano. Head On também inclui a composição de Randy Bachman, "Lookin' Out for #1," que garantiu considerável sucesso nas estações de rock tradicional e de "soft" rock.

Decadência

A primeira coletânea de BTO, Best of BTO (So Far), foi lançada em 1976 e trazia canções de cada um dos cinco primeiros álbuns de estúdio da banda. “Freeways” (1977), foi o último álbum em que participou Randy Bachman, antes de deixar a banda para formar o Iron Horse junto com Tom Sparks e Chris Leighton. Apesar de o Bachman-Turner Overdrive ter perdido a sua alma, a banda continuou, reduzindo definitivamente seu nome para as siglas B.T.O.. Jim Clench substitui Randy, e gravam álbuns sem muita repercussão como “Street Action” (1978) e “Rock n´ Roll Nights” (1979).
Em 1980, o B.T.O. deixaria de existir. Randy publicaria vários discos solo, antes de voltar de novo com a banda, em meados dos anos 80, agora composta por Randy, Tim, C. F. Turner e o ex-batera do guess Who, Garry Peterson, e gravaram o bom “Bachman-Turner Overdrive” (1984). O batera Robbie Bachman, por sua vez, com o nome B.T.O., começou a tocar pelos EUA, o que ocasionou brigas com seu irmão. Posteriormente, solucionados os problemas e unificada a banda, Randy voltou a deixar a banda para prosseguir sua carreira solo, sendo substituído por Randy Murray, que continua a tocar com seus companheiros até os dias de hoje.

Discografia

Álbuns de estúdio

1973 Bachman–Turner Overdrive
Bachman–Turner Overdrive II
1974 Not Fragile
1975 Four Wheel Drive
Head On Gold
1977 Freeways
1978 Street Action
1979 Rock n' Roll Nights
1984 Bachman–Turner Overdrive
2010 Bachman & Turner

Ao vivo

1977 BTO Live - Japan Tour
1986 Live! Live! Live!
1994 Best of Bachman–Turner Overdrive Live
1997 Motorcity Detroit USA Live
1998 King Biscuit Flower Hour: Bachman–Turner Overdrive

Compilações

1976 Best of BTO (So Far)
1983 You Ain't Seen Nothing Yet
1986 BTO's Greatest Gold
1993 The Anthology
1996 Trial by Fire: Greatest and Latest
1998 Takin' Care of Business Takin' Care of Business (Album)
2000 20th Century Masters:
The Millennium Collection: The Best of Bachman–Turner Overdrive
2001 The Very Best of Bachman–Turner Overdrive
2005 Bachman–Turner Overdrive Gold

Singles

1973 "Blue Collar"
"Let It Ride"
1974 "Takin' Care of Business"
"Roll on Down the Highway"
"You Ain't Seen Nothing Yet"
1975 "Hey You"
1976 "Gimme Your Money Please"
"Take It Like a Man"
"Lookin' Out for #1"
"Down to the Line"
1977 "My Wheels Won't Turn"
"Shotgun Rider"
1978 "Down the Road"
1979 "Jamaica" "Heartaches"
1984 "Service with a Smile" "For the Weekend "
1996 "The House of the Rising Sun"


domingo, 6 de março de 2011

"DEF LEPPARD"


Def Leppard é uma banda de rock formada na cidade Sheffield, Inglaterra, em 1977. Fez parte da geração chamada NWOBHM, porém é muito mais conhecida por suas incursões em diversos estilos como heavy metal, hard rock. É considerada uma das bandas mais populares do mundo e já vendeu mais de setenta milhões de álbuns mundialmente.
Origens Rick Savage (baixo), Pete Willis (guitarra) e Tony Kenning (bateria) formaram, em 1977, uma banda chamada Atomic Mass, que seria o embrião do Def Leppard. Joe Elliott surgiu como guitarrista, mas, após um teste, ficou decidido que ficaria apenas com os vocais. Mudam seu nome para Deaf Leopard (do inglês, "Leopardo Surdo"), mas por sugestão de Tony Kenning, modificam o nome para Def Leppard. Até hoje dizem que essa mudança de nome foi para soar parecido com o nome de outra grande banda, o Led Zeppelin. O Def Leppard sempre negou o fato, embora jamais tenham escondido seu respeito e admiração pela banda. Steve Clark se junta ao grupo em 1978 ao mesmo tempo em que Tony Kenning deixa o grupo. É substituído por Frank Noon, que fica pouco tempo, sendo por sua vez substituído pelo jovem baterista Rick Allen, de apenas quinze anos. Nesse mesmo ano gravam um mini-LP (que conta com a participação de Noon) homônimo e são aclamados como uma das maiores bandas da New Wave of British Heavy Metal.

Seu primeiro disco, On Through The Night, de 1980, estabelece-se entre as quinze mais das paradas de sucesso britânicas e abrem concertos de Pat Traves, AC/DC e Ted Nugent. Chamam a atenção do produtor do AC/DC, Robert John "Mutt" Lange, que decide produzir o álbum seguinte, High 'n' Dry, de 1981. O álbum tem canções consideradas clássicas do grupo tais como "Let It Go", "Another Hit And Run" e "No, No, No". A canção "Bringin' on the Heartbreak" (que seria regravada em 2003 pela cantora Mariah Carey), do mesmo álbum, torna-se a primeira balada heavy metal a tocar na MTV. Pete Willis sai da banda devido a problemas com alcoolismo e é substituído por Phil Collen, da banda Girl. E é com Collen que o grupo grava o álbum que o tornaria famoso mundialmente, Pyromania.
Sucesso mundial e tragédiaPyromania, de 1983, é um sucesso estrondoso, que disputa cabeça a cabeça a primeira posição das paradas de sucesso dos Estados Unidos com o álbum Thriller de Michael Jackson. Canções como "Rock! Rock! Till You Drop, Photograph, Foolin, Rock of Ages, Too Late For Love" e "Die Hard The Hunter" tornam-se verdadeiros hinos entre os fãs. O vídeo musical da canção "Photograph", tema dedicado à diva Marilyn Monroe, torna-se o mais pedido na MTV, superando o da canção "Beat It", também de Jackson. Uma pesquisa do instituto Gallup aponta a banda como a mais popular nos Estados Unidos e são também considerados a banda mais popular na Inglaterra, a sua pátria onde inicialmente não eram bem aceitos. São convidados para tocar no festival Rock in Rio, que se realizaria em 1985 na cidade do Rio de Janeiro. Havia uma grande expectativa, tanto dos fãs quanto da própria banda a respeito dessas apresentações na famosa cidade brasileira. No final de dezembro de 1984, o baterista Rick Allen sofre um terrível acidente de carro e tem o braço esquerdo amputado. Os médicos tentam o reimplante do membro, mas sem sucesso. Todos os compromissos profissionais, inclusive o concerto no Rio, são imediatamente cancelados e a banda se retira por quatro anos.
A volta e nova tragédiaApós cinco anos sem gravar, o Def Leppard retorna com o álbum Hysteria em 1987. É o disco de maior sucesso da banda, com mais de vinte milhões de cópias vendidas (principalmente nos Estados Unidos e Inglaterra). Rick Allen participa das gravações com uma bateria especial na qual os controles de ritmo estão todos nos pés. Esse álbum conseguiu a façanha de emplacar doze hits, dentre eles Animal, Women, a faixa-título, a balada "Love Bites" e "Pour Some Sugar On Me", que virou hit em boates pornográficas dos EUA. Depois desse enorme sucesso, o Def Leppard só lançaria um novo disco em 1992. Porém, uma nova tragédia aguardava a banda: em 1991, o guitarrista Steve Clark morre devido ao seu problema de alcoolismo.
A segunda voltaO novo álbum, Adrenalize, é lançado em 1992 e é outro sucesso. Na ocasião, o grupo decidiu não colocar ninguém para substituir Clark sendo que o guitarrista Phil Collen toca no álbum os trechos de Clark além dos seus próprios. Porém, essa decisão seria revista e é chamado o guitarrista Vivian Campbell (que tocara anteriormente com Dio e Whitesnake) para o lugar do falecido Clark. A primeira aparição do Vivian é no concerto de tributo ao Freddie Mercury (vocalista do Queen). A partir daí, vem um período de calma e sucesso na história do grupo. Em 1993, lançam o álbum Retro-Active, um misto de faixas inéditas com lados B. Deste álbum, como tema original é lançada a canção "Two Steps Behind" que viria a ser escolhida como uma das doze faixas musicais da banda sonora do filme Last Action Hero com a participação do actor Arnold Schwarzenegger. Deste álbum, uma curiosidade para os fãs portugueses, o tema inicial "Desert Song" é escrito pelo Joe Elliot num dia de descanso em Portugal, por ocasião da tourné europeia "7-Day Weekend Tour", concerto realizado no agora inexistente Pavilhão do Dramático de Cascais, "santuário" de inúmeras bandas de hard rock e metal. Vault: Def Leppard's Greatest Hits, de 1995, é a primeira antologia do grupo e que vende muito bem. Neste álbum consta apenas um tema original, uma balada denominada "When Love & Hate Collide". Em 1996, lançam o álbum Slang, que quebra toda uma tradição de um som puro e duro assente numa base de hard rock com uma vertente mais comercial desde o álbum Pyromania. Segundo a própria banda, é uma álbum mais pessoal, o mais íntimo. Deste álbum são lançados entre outros, os singles, Slang, o mais comercial dos temas e Work It Out, tema escrito por Vivian Campbell, sendo este álbum o primeiro com a sua participação activa. Ainda reflexo do lançamento deste álbum, a banda decide bater um recorde. Entrar para o livro dos recordes "Guinness" através de três concertos em três continentes diferentes num espaço de um dia, e esse recorde é obtido. Munidos de guitarras acústicas e um mini kit de bateria a banda parte para Marrocos, Tanger, cidade que acolheu o primeiro dos três concertos pelas 00h00, depois seguiu-se Londres onde tocaram por volta do meio-dia e para finalizar, partiram em direcção ao Canadá, Vancouver recebeu o último dos três concertos pelas 22h50. Assim terminava o projecto "Vaulting The World". Puxado pelo sucesso "Promises" e a balada "Goodbye", é lançado, em 1999, o álbum Euphoria, que faz uma espécie de "volta às raízes", saciando a sede de rock pesado dos velhos fãs e conquistando novos. Neste álbum, o tema "Demolition Man" conta com a colaboração num solo final de guitarra do antigo piloto de Fórmula 1, Damon Hill.

Século XXIA produtora de filmes para a televisão a cabo estadunidense VH1, lança, no ano de 2001, o filme Hysteria: A História do Def Leppard. Como diz o título, o filme conta a história do grupo (ainda que parcialmente) no período de 1977 até 1986, com destaque para as tragédias de Rick Allen e Steve Clark. Após três anos sem gravar, já parece promessa demorarem tanto tempo a lançar um álbum, lançam em 2002 o álbum X. Este último talvez seja o que mais faça recordar em termos de som, os álbuns Hysteria e Adrenalize. Com o tema de lançamento "Now", elaboram um vídeo que retrata de certa forma a vida de mão para mão de uma camiseta dos Def Leppard, a sua própria vida e daqueles que dela fazem parte. Para não variar, mais uma poderosa balada que dá origem a um compacto, "Long Long Way To Go", que segundo Joe Elliot é desde a balada "Love Bites" (álbum Hysteria) a que mais exigiu de si, da sua voz. Em 2004 lançam um novo Best Of, com esse mesmo título, não sendo o mesmo lançado nos Estados Unidos da América. Em 2005, sai uma nova antologia: Rock of Ages: The Definitive Collection. Finalmente, em 2006, lançam o álbum Yeah!, com versões de seus velhos ídolos. Entre as faixas está "No Matter What", da banda inglesa Badfinger, que, assim como os Def Leppard, foram marcados por uma história trágica com dois de seus membros - Pete Ham e Tom Evans - tendo cometido suicídio.
A banda terminou uma tourné em parceria com a banda Journey. Seguiu-se o lançamento mundial em 18 de março de 2008, do álbum Songs from the Sparkle Lounge. Em 2011, lançaram seu primeiro álbum ao vivo chamado Mirrorball.
Estilo musical e legadoO som da banda é uma mistura de hard rock, AOR com elementos de heavy metal com suas multicamadas, vocais harmônicos e com riffs de guitarra extremamente melódicos. No entanto apesar de ser considerada uma das bandas líderes da NWOBHM, movimento da década de 80, a banda foi erroneamente associada ao glam metal que crescia paralelamente. Para sua defesa, Def Leppard demonstrou aversão ao movimento e ao rótulo glam metal dizendo que ele jamais descreveu seu estilo musical ou aparência.

Até o lançamento do álbum Hysteria a banda desenvolveu um som característico com bateria eletrônica e efeitos de guitarra carregada de sons sobrepostos com uma parede múltipla de camadas e vocais harmonizados. Def Leppard é uma das cinco bandas de rock que vendeu nos Estados Unidos 10 milhões de discos (cada disco) com dois álbuns originais de estúdio. Os outros são The Beatles, Led Zeppelin, Van Halen e Pink Floyd.

Discografia

Álbuns de estúdio

On Through the Night - 1980
High 'n' Dry - 1981
Pyromania - 1983
Hysteria - 1987
Adrenalize - 1992
Slang - 1996
Euphoria - 1999
X - 2002
Yeah! - 2006 (álbum somente com covers)
Songs from the Sparkle Lounge - 2008

Componentes

Joe Elliot (vocais)
Phil Collen (guitarra)
Vivian Campbell (guitarra)
Rick Savage (baixo)
Rick Allen (bateria)

Ex-membros

Tony Kenning (bateria)
Frank Noon (bateria)
Pete Willis (guitarra)
Steve Clark (guitarra)

Membros falecidos

Steve Clark (guitarra)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

" GRAND FUNK RAILROAD "


O Grand Funk Railroad (ou simplesmente Grand Funk)
é uma banda de hard rock dos anos 70, descoberta em 1969 no
Atlanta Pop Festival, chegou a ser uma grande sensação do rock
para os jovens no final dos anos 60 e começo dos anos 70.
O Grand Funk Railroad nasceu em 1964, na cidade de Flint, Michigan, USA,
quando quatro amigos se juntaram para formar uma banda. Seu nome original era Jazzmasters e não tocavam jazz como o nome sugere, "mestres do Jazz",
mas faziam um rock'n roll tão alto quanto seus amplificadores podiam suportar.
Era formado por: Mark Farner, guitarra e vocal; Don Brewer, bateria e vocal;
Craig Frost, órgão e piano e Don Lester baixo elétrico.

Tocavam em clubes e escolas da cidade, até que em 1967, Terry Knight, um rapaz de 20 anos, um ano mais velho do que os músicos do "Jazzmasters", assistiu a apresentação daquela noite. Knight era mais maduro e ambicioso, um visionário, já teve seu próprio programa na rádio local, tinha trabalhado em uma emissora em Detroit e nesta noite de 67 ele, desempregado, estava decidido a se tornar vocalista de uma banda de rock. Da reunião entre Terry Knight X Jazzmasters, nasceu o
"Terry Knight & The Pack".
"The Pack" era a união dos esforçados rapazes do "Jazzmasters" com as propostas do ex disk-jockey Terry Knight. Knight fez grandes planos com Mark Farner e o restante do grupo, mas só conseguiu um tímido contrato de gravação para a etiqueta "Cameo/Parkway", do serviço local, embora já tivessem lançado artistas de peso como Chubby Cheker e Dee Dee Sharp, entre outros. Na visão de Knight, o som do grupo seguia aproximadamente o estilo dos "Rolling Stones", embora sóbrios e fez sucesso na região chegando a cidade de Detroit, que tem certa tradição em rock.
No início de 68 o "Pack" e Knight se separam e seguem cada um, seu próprio caminho. O "Pack" ,retorna aos shows em clubes, boates e colégios e Knight tenta uma carreira solo como cantor romântico, estilo Donovan, mas nenhum deles decolou. Pack e Knight se reencontram no final de 68 e na versão de Knight, foi Don Brewer que escreveu para ele em Detroit, solicitando novamente a sua ajuda porque os rapazes do "Pack" estariam passando fome, quase a ponto do grupo se dissolver, aliás já tinham perdido dois dos seus integrantes. Mas o grupo diz em sua versão que Knight, após perceber que não levava jeito mesmo como cantor, tentou arrumar emprego em rádios e gravadoras e como não conseguiu, voltou a procurar o pessoal do "Pack" em Cape Cod. É provável que as duas versões sejam a expressão da verdade, pois nesta altura, do "Pack" havia sobrado apenas Mark Farner e Don Brewer e enquanto este procurava um novo baixista, Knight corria para tentar um novo e salvador contrato para o grupo.
Desta vez foram bem sucedidos, o baixista era um antigo amigo de Don, Mel Schacher, ex integrante de uma banda chamada "Question Mark & The Misterins", que fez sucesso com "96 Tears", e o contrato foi com a gravadora Capitol, por apenas seis meses. O grupo agora é um trio e tinha novo nome, Grand Funk Railroad, inspirada na estrada de ferro Grand Trunk Western, da cidade de Flint. Há quem diga que o contrato se deveu as estratégias de Knight, que envolveram a influência de conhecidos seus, como a modelo Twiggy e o seu namorado Justin de Villeneuve, junto aos executivos da Gravadora Apple. Embora a versão oficial do grupo é que tudo se deu a partir de uma revisão de posição da Capitol, que resolvera dar uma segunda chance aos ex integrantes antigo "Pack", que já havia gravado lá e não fora bem sucedido. Com novo nome, Grand Funk Railroad e com Terry Knight empresariando, conseguiram este novo contrato e Terry desistiu de ser cantor, mas tornou-se o empresário e produtor do grupo a partir de 1969, um bom ano para os novos grupos de rock.

Dois fatores foram claramente favoráveis ao sucesso do Grand Funk Railroad, são eles sua participação no Festival de Altamont e, em termos de mercado musical, a separação dos Beatles, que acabou gerando novas oportunidades nas gravadoras que estavam sequiosas em investir nas bandas promissoras, pois haviam testemunhado níveis nunca antes alcançados de lucratividade, com os Beatles. Quanto aos Stones, em contraposição aos Beatles, e que também estiveram no festival de Altamont, tiveram sua credibilidade bastante arranhada, na época, com os incidentes durante o seu show, que deixaram Mick Jagger sem ação diante de milhares de pessoas, impotente diante da violência que resultou em morte e envolveu a gangue de motociclistas dos "Hells Angels". Um jovem drogado havia derrubado a motocicleta Harley Davidson de um dos integrantes da gangue e acabou morto por isto, enquanto Mick Jagger se furtava de acalmar os ânimos exaltados.

Neste clima, os jovens já não acreditavam mais nem no governo, nem em seu país, nem nos líderes dos Estabilishment, cheios de dúvidas, medos e incertezas, como a guerra do Vietnan, que se prolongava e roubava cada vez mais vidas dos adolescentes convocados para lutar no conflito. Foi neste ambiente onde floresceu a contra-cultura que o "Grand Funk" pode tornar-se, com suas letras contestadoras, pacifistas e seu rock ao mesmo tempo rebelde, inovador, harmônico e agressivo para a época, uma fonte de identificação para aquela multidão de jovens desalentados.
Terry Knight, com sua visão política e abrangente dos fatos, providenciou para que Mark, Dom e Mel, estivessem no lugar certo, na hora certa, tocando e declarando o que deles os jovens esperavam, uma saída, um questionamento, uma luz de rebeldia, contra o matadouro do rebanho conformado, que era a guerra combinada a corrupção política. Foram feitas duas apresentações em lugares pequenos, para que Terry Knight pudesse afinar o som do grupo, acertar corretamente o tom da apresentação e então a partir daí, criou todo um estilo, na nova atitude de palco do grupo, agora também com novos e potentes amplificadores de qualidade. Desta forma o Grand Funk fez sua estréia oficial, em 4 de julho de 1969, no Atlanta Pop Festival, tocando para 180 mil pessoas, de graça, de favor, mas se destacaram e culminaram por roubar o show de grupos participantes mais conhecidos. Da noite para o dia se tornaram os preferidos da nova geração, os campeões americanos do rock pesado da época.
A crítica, conservadora, é unânime em massacrar o Grand Funk Railroad, "sua música nem chega perto da perfeição de sua imagem", disse Michael Oldfield, da Melody Maker. "Todos são ruins demais, mas o pior de todos é Don Brewer, cuja técnica de bateria é simplesmente pavorosa". Mas era moda estraçalhar os pretendentes a grandes bandas e sob a orientação de Terry Knight o Grand Funk vai assimilando as críticas, se aperfeiçoando dia a dia e se torna realmente um fenômeno de vendas e público, a revelia da crítica, acostumada a baladas bem comportadas.
Da estréia do Grand Funk, em 69, eles só conhecem o sucesso avassalador e críticas cada vez mais ferozes. Não se importam pois sob a orientação de Terry Knight, evitam contato com a imprensa, comprando a briga, fazem declarações como esta, "Os jovens nos aclamaram, mas os críticos nos detestam, afinal, quem não entende de rock são os críticos, eles odeiam o Grand Funk porque criamos algo novo na cultura e somos apenas, três rostos anônimos, iguais a tantos outros nesta multidão revolucionária de jovens.", Tom Brewer chegou a declarar que "Nosso sucesso aconteceu tão rápido, que os críticos nos sentiram empurrados por suas goelas e sabemos que seu maior orgulho e desejo é serem considerados justamente por descobrir e predizer novos talentos para o público, jamais o contrário..."

Por cima das pichações da crítica e cercados por uma barreira de som, pesada como concreto, o "Grand Funk" foi batendo todos os records, com discos de ouro e de platina a cada LP de vinil lançado. Em 71, conquistam seu troféu mais precioso, batem os "Beatles", vendendo a lotação completa do Shea Stadium de New York (12 mil lugares) em apenas 72 horas. Mel Schacher, em contraponto a fase psicodélica dos Beatles, na oportunidade diz, "Somos radicalmente contra todas as drogas e eu sei que muita gente pensa que só tocamos se as usarmos, mas a única coisa que usamos é a nossa própria energia e a vibração de estar no palco diante de tantas pessoas, por isso não queremos nem precisamos de mais nada além de nossa própria adrenalina."
Em 1971, o "Grand Funk" de Knight chega ao seu auge, seus rostos estão pintados num gigantesco out-door sobre a Times Square, as rádios ainda não tocam seus discos e os jornais os ignoram, no entanto, continuam vendendo discos e lotando todos os shows nos estádios. Já no início de 1972, Knight descobre que John Eastman, advogado e cunhado de Paul McCartney era o novo administrador da conta do trio e que a sua sociedade com a banda Grand Funk Railroad Enterprises, fora dissolvida por seus abusos nas finanças do grupo tres meses antes de findar o seu contrato.
Dois anos depois, Mark Farmer comentaria: "Ele sempre foi nosso líder, e estivemos sob as suas asas de proteção, mas ele também nos traiu nas finanças e por culpa dele mesmo a fonte secou, o Grand Funk não está mais com Terry Knight, então, convide-o para o palco e veja o que ele faz e depois ponha a gente no mesmo palco e veja o que realizaremos." Batalhas legais se arrastaram por mais de dois anos, enquanto o mundo do rock aguardava ansioso, todos se perguntavam se o "Grand Funk" sobreviveria só com sua música, alijados do cérebro de Terry Knight.
O primeiro álbum sem a direção de Terry Knight se chama, a propósito, Phoenix, o pássaro que renasce das cinzas e é um disco com uma queda para o instrumental, com a novidade da volta de um velho integrante dos tempos do "Pack" nos teclados, Craig Frost. "Phoenix" não foi o album para cima, que nossos fãs esperavam, mas foi exatamente como nos sentiamos na época, abalados com os acontecimentos. Quando "Phoenix" saiu, muitos de nossos fãs devem até ter se assustado", disse Don Brewer. "Não era exatamente o som do "Grand Funk" ao qual todos estavam acostumados, mas era ainda mais sofisticado e mais instrumental. Ficamos muito ansiosos em saber como nossos fãs o aceitariam." Mas a leal geração de fãs do Grand Funk estranhou de início, mas acabou por ficar com eles e o album Phoenix demorou um pouco mais que os outros, mas também ganhou igualmente o seu disco de ouro. Era muito avançado para a época.
É com o próximo LP, We're An American Band, produzido por Tod Rundgreen e com um tino mais para o pop e para o comercial, especialmente elaborado para tocar em todas as rádios, que eles finalmente obtém a aceitação de todos os públicos, com boa aceitação da crítica, afinal, retrocedem uma década fazendo um rock mais simplório e abandonando o rumo de evolução do seu estilo pesado e instrumental original idealizado por Terry Knight, juntamente a contra-cultura que já dava seus sinais de cansaço com o início da afetada era "Disco" e então entram em sua curva de decadência como grupo de rock.
Mark, Don e Mel desenvolveram sua música com a experiência e visão de Terry Knight, mas logo depois aprenderiam que um grupo para permanecer, tem que manter seu estilo e personalidade marcantes, trajetória exigida para um grupo consagrar-se um clássico. Com Terry adquiriram estes traços tornando-se os heróis da contra-cultura dos anos 70. E sem ele, passaram a apregoar ingenuamente: "Nós somos uma banda Americana", tal qual Elvis Presley quando deixa seu espírito rebelde ser domado pelo seu empresário, Coronel Tom Parker e pela ideologia do exército americano. Apesar disso, entram de cabeça no ramo mais organizado do show business e fazem sua excursão mais bem produzida, com filmes em retroprojeção, canhões de luz, spot-lights compondo a bandeira Americana, chuvas de chapéus do tio Sam, puxando o saco como para compensar os anos rebeldes. Nas letras burguesas e vendidas e ainda fora delas, nas entrevistas, eles louvam o sabor rascante do bourbom, o whisque americano.

Mais comerciais e mais americanos, não são mais os jovens contestadores, nem muito menos "Três rostos anônimos na multidão", mas agora estrelas do ramo do show business americano e com seu novo empresário, Andy Cavaliere, a estrada de ferro "Grand Funk" volta a seus trilhos de ouro e platina, agora com milhões de dólares e de público, seus críticos, ainda menos jovens e tanto mais conservadores, agora aplaudem esta fase do grupo e passam a apreciar sua habilidade com o balanço do velho rock, que ainda conseguem.
Segundo a Melody Maker, Terry Knight teria comentado, no fim das batalhas judiciais, que acabaram empatadas para cada lado, condenados a pagar multas equivalentes um ao outro, "Eles foram tolos! Poderiam ter sido clássicos, eternos, como o estilo de Elvis, antes do coronel Tom Parker, mas não quiseram, cismaram em ser sérios e importantes homens de negócio, transformando a banda numa empresa, ao invés de serem apenas artistas e músicos e aperfeiçoar seu trabalho, por isso puseram tudo que tinhamos a perder." Religioso, o novo líder do "Grand Funk", Mark Farner, o fazendeiro rock, agora com cabelos curtinhos, estilo anos 50, rebate, " A nossa base é a fé, nos acreditamos em Deus, que nos sustentou esse tempo todo, e onde nos vamos sempre nos apoiar."



Integrantes

Mark Farner (vocal e guitarra)
Don Brewer (bateria e vocal)
Craig Frost (teclados)
Mel Schacher (baixo)
Foram guiados pelo produtor Terry Knight, o qual foi o responsável pela imagem e o conceito musical da banda.

Discografia

A banda obteve dez álbuns de platina e hits como The Loco-Motion ,
We're An American Band, entre outros.
Seu último álbum foi produzido por Frank Zappa e se chama Good Singin',
Good Playin'.

Álbuns

1969: On Time
1970: The Red Album
1970: Closer To Home
1971: Live Album
1971: Survival
1971: E Pluribus Funk
1971: Live Album - The 1971 Tour
1972: Mark, Don & Mel
1972: Phoenix
1973: We're an American Band
1974: Shinin′ On
1975: All The Girls In The World Beware!
1975: Caught In The Act
1975: Born To Die
1976: Good Singin', Good Playin'
1976: Grand Funk Hits
1981: Grand Funk Lives
1983: What′s Funk
1997: Bosnia
1999: Thirty Years Of Funk
2002: Live the 1971 Tour
2002: Trunk of Funk - 4CD's Box Set

quinta-feira, 8 de julho de 2010

" BOSTON "


Boston é uma banda estadunidense de hard rock que atingiu sucesso notável nas décadas de 1970 e 1980. A banda é mais conhecida pelos singles
"More Than a Feeling," "Peace of Mind," "Foreplay/Long Time,"
"Don't Look Back," "Feelin' Satisfied," "Smokin'", "Amanda" e
"I need your love".

Discografia

Boston (1976, remasterizado em 2006)
Don't look back (1978, remasterizado em 2006)
Third Stage (1986)
Walk on (1994)
Greatest Hits (1997)
Corporate America (2002)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

" LYNYRD SKYNYRD "


Lynyrd Skynyrd é uma banda de southern rock estadunidense.
Tornou-se conhecida no sul dos Estados Unidos em 1973, ganhando maior notoriedade internacional principalmente após a morte de diversos integrantes, incluindo o vocalista e principal compositor Ronnie Van Zant, em um acidente aéreo ocorrido em 1977 próximo a Gillsburg, Mississipi.
A banda retornou em 1987, tendo como líder Johnny Van Zant, irmão mais novo de Ronnie, e continua a gravar e a se apresentar até hoje.
O grupo foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll em 13 de março de 2006.

A origem

O núcleo do que mais tarde viria a ser o Lynyrd Skynyrd foi formado em meados de 1964na cidade portuária de Jacksonville, sul da Flórida. Ronnie Van Zant e um vizinho, Robert Burns (Bob), que tinha uma bateria, se juntaram ao colega de escola Gary Rossington que por sua vez, sugeriu para a então banda em formação o
baixista Larry Junstrom.
Faltava a banda de garotos um amplificador. Por ter o aparelho e também tocar guitarra, além de ser colega de escola dos outros integrantes, Allen Collins
(Larkin Allen Collins Jr.), então no The Mods, juntou-se à banda iniciante.
Começaram a tocar influenciados por country, rock britânico (Rolling Stones, Yardbirds, Cream) e blues. Os barulhentos ensaios aconteciam na garagem da casa de Burns. "Nos plugávamos nossas guitarras no canal limpo, Ronnie colocava seu microfone no normal - eram os três em um amplificador - e Bob tocava bateria.
Foi assim que começamos", disse Gary.
Neste período a banda mudou várias vezes de nome: o primeiro foi My Backyard, seguido por Noble Five, Wildcats, Sons of Satan, Conqueror Worm, Pretty Ones,
e One Percent.
O nome Lynyrd Skynyrd surgiria um pouco mais tarde.
Durante um show, Ronnie Van Zant anunciou a banda com o nome de Leonard Skinner - o famigerado instrutor de ginástica dos então estudantes Ronnie,
Gary e Bob na Robert Lee High School em Jacksonville,
que vivia dando suspensão aos garotos por causa dos seus longos cabelos, comportamento que se chocava contra as rígidas normas da escola.

"Nós somos (a banda) One Percent, mas vamos mudar nosso nome esta noite. Todos que quiserem que mudemos para Leonard Skinner, aplaudam!", disse Ronnie. A platéia conhecia o professor e aprovou o nome no ato. Em seguida, os membros substituíram as vogais por Y, segundo Gary, "para preservar a identidade do culpado".

Passaram a ensaiar numa espécie de barracão de madeira e zinco, tão pequeno e quente que foi apelidado pelos integrantes de "Hell House", ao sul de Jacksonville.
Foi no calor sufocante da Hell House que o som da banda começou a tomar forma - country, blues e hard rock eram a base sonora do grupo. A despeito das condições severas, a banda estava determinada a ser bem-sucedida, a não perder de vista seus sonhos. Além de músicas próprias, tocavam covers entre outros, de Cream e Creedence Clearwater Revival.
Fazem uma turnê com a banda Strawberry Alarm Clock. A banda começa a ter o nome destacado, estabelecendo-se no sul (Flórida, Tennessee, Geórgia e Alabama) como um bom grupo ao vivo. Neste tempo, juntam-se ao Lynyrd Skynyrd os roadies Dean Kilpatrick e Kevin Elson.

As primeiras gravações

Em 1968, o Lynyrd Skynyrd consegue gravar um single, "Need All My Friends", em "Shade Tree", um título baseado em seu cidade natal. O lado B do single apresenta a canção "Michelle" - uma música que se comparada com o que viria mais tarde, demonstrava o quanto o Lynyrd Skynyrd da época tinha uma sonoridade básica,
mas onde já se notavam lampejos de ferocidade futura.
Em outubro de 1970, a banda já contava cinco anos de existência e centenas de apresentações. Como empresário, passaram a contar com Alan Walden, irmão do presidente da Capricorn Records. Alan conseguiu para o Skynyrd a gravação de algumas demos no Quinvy Studios, Muscle Shoals, Alabama. As gravações - com a primeira versão de "Freebird" e outros futuros clássicos - foram concluídas em duas sessões, durante a primavera de 1971.

Neste ano, por um breve período (até o início de 1972), participou da banda Rickey Medlocke, tocando bateria. Ele também contribuiu com algumas composições e chegou até a cantar. Curiosamente, Rickey retornaria ao Skynyrd em 1996 como guitarrista, sendo idolatrado pelos novos fãs.
O baixista Leon Wilkeson entrou na banda no final da segunda sessão, em 1972. Trabalharam como produtores das demos Jimmy Johnson e Tim Smith, que mais tarde seriam homenageados por Ronnie em "Sweet Home Alabama", como "The Swampers".
Também nessa época junta-se a banda o excelente tecladista Billy Powell. Billy entrou para o Lynyrd Skynyrd como roadie. Um dia, ao ouvi-lo tocando piano entre as sessões de gravação, Ronnie perguntou porque nunca havia dito que sabia tocar o instrumento. Powell respondeu que estava feliz com seu trabalho de roadie e não ambicionava tocar com a banda. Mas Ronnie tinha outras idéias bem antes de Billy fazer parte do grupo e o convidou para integrar o Skynyrd.
Powell é o integrante do grupo com melhor instrução formal de música, tendo estudado piano. Apesar de ser basicamente uma guitar-band, o Lynyrd Skynyrd ganhou muito com os teclados - impossível conceber "Freebird" sem a intensa introdução criada por Billy, o belíssimo solo de "Tuesday's Gone" e os arranjos de diversas outras.
O "Southern Rock", com bandas como Allman Brothers Band, Marshall Tucker Band e Wet Willie, estava no auge, assim como de forma geral, o blues-rock, através de bandas inglesas, que beberam da fonte, como o Led Zeppelin e Free (esta uma grande influência ao Skynyrd, tanto da parte do vocalista Paul Rodgers, para Ronnie, e do guitarrista Paul Kossof, para Gary) .
O Lynyrd Skynyrd retornou a Jacksonville e posteriormente, estabeleceu-se em Atlanta, passando a tocar no Funnochio's, um clube barra-pesada, conhecido como o mais perigoso da cidade - algo que em parte, colaborou para a posterior reputação dos membros da banda serem beberrões, encrenqueiros e mal encarados.
A vida pessoal dos integrantes havia mudado: Allen Collins casara-se com Kathy Johns em 1970 e Ronnie - que fora casado brevemente com uma mulher chamada Nadine, e com esta, teve uma filha, Tammy - casa-se novamente em 1972, com Judy Van Zant Jenness, que sempre apoiou a carreira do marido.

O faz-tudo (músico-performer e produtor) Al Kooper, que tinha deixado o Blood, Sweat & Tears, havia criado um selo chamado Sounds of the South com distribuição pela MCA Records. Em turnê tendo o Badfinger como banda de apoio, Kooper nota o Lynyrd Skynyrd em Atlanta e os convida para assinarem contrato com o seu selo. Al Kooper produziu o primeiro disco do Skynyrd no qual tocou diversos instrumentos.
Leon saiu brevemente do Skynyrd neste meio tempo e Ronnie lembrou-se de Ed King, ainda da turnê com o Strawberry Alarm Clock. O gorducho Ed foi convocado para o contrabaixo. Depois, quando retornou, Leon encontrou a formação do Skynyrd estabelecida com nada menos que três guitarristas, imprimindo aquela que seria uma das principais características da banda: o furioso ataque de três guitarras solo.
Allen dividia-se basicamente entre uma Gibson Firebird, uma Explorer com alavanca e uma Fender Stratocaster com braço de Telecaster; Gary usava sua inseparável Les Paul '59, apelidada de "Berniece" e uma SG, e Ed King dava preferência a uma Stratocaster.
O novo formato da banda trouxe boa dose de inspiração e dessa fase de criatividade surgiu "Sweet Home Alabama", que só seria lançada mais tarde.

O disco de estreia

Iniciam a gravação de "pronunced leh-nerd skin-nerd" (em português, "pronunciado leh-nerd skin-nerd"), seu disco de estreia, no estúdio 1 de Doraville, Georgia, tendo Al Kooper como produtor e Rodney Mills como engenheiro de som. Kooper foi praticamente um membro da banda no disco: tocou contrabaixo e mellotron (ouça "Tuesdays Gone"), além de fazer back vocals, sob o pseudônimo de Roosevelt Gook.
Em 1973 assinam com a MCA Records e lançam o "pronunced leh-nerd skin-nerd". Sucesso imediato do disco, apesar de sua longa duração, "Freebird" se tornaria uma espécie de hino, tocando de forma maciça nas rádios. Também se destacaram no trabalho "Gimme Three Steps", "Simple Man" e "Tuesday's Gone". Para muitos, o melhor disco do Skynyrd.
Pete Townshend, guitarrista do The Who, assiste a uma apresentação do Skynyrd, gosta do que vê e convida a banda para abrir os shows do Who durante a turnê Quadrophenia. Na noite de 20 de novembro de 1973, um aterrorizado Lynyrd Skynyrd, que só havia tocado em pequenos bares e clubes, enfrentou a platéia do Cow Palace, em San Francisco, temendo o pior - o público do Who em geral hostilizava outras bandas. Resolveram tocar "o mais bêbados possível". Mas foram bem recepcionados.
O centro das atenções era Ronnie, que entrou no palco de pés descalços, brandindo o microfone como se fosse uma vara de pescar e rugindo suas canções de abandono, desespero, estrada e birita.
Uma análise das letras de Ronnie Van Zant indica que ele sempre as apoiava sob questões contraditórias. A tensão entre a fé e o desespero, entre a procura pela liberdade e segurança de um lar, entre o pecado e a salvação, seria tema central das letras de Ronnie durante o resto da sua vida. Um dilema que ele nunca buscou resolver, talvez porque soubesse que nunca teria uma resposta definitiva.

O segundo disco

As sessões de gravação de "Second Helping", em janeiro de 1974, no Record Plant, começaram turbulentas. "O problema é que nós estávamos no estúdio 1, os Eagles (The Eagles) estavam no outro, Stevie Wonder estava gravando no terceiro, e John Lennon e Jackson Browne estavam ao redor. A banda se sentiu nervosa um bocado de tempo, especialmente no dia em que John Lennon esteve em nossa sala de controle. Eles ficaram congelados - foi o fim do trabalho naquele dia" - Kevin Elson.
Também havia a pressão para que produzissem outro clássico como "Freebird". Ronnie sugeriu que "Sweet Home Alabama" poderia ser o tão aguardado hit, mas Kooper e a MCA achavam que "Alabama" era muito "regional" e optaram por lançar como música de trabalho do disco "Don't Ask Me No Questions". Esta escolha revelou-se equivocada, mas com o posterior lançamento de "Alabama" - ácida resposta a canção "Southern Man", de Neil Young - a situação se reverteu: lançada em junho de 1974, "Sweet Home Alabama" chegou ao número 8 nas paradas fazendo com que "Second Helping" recebesse disco de ouro.
O sucesso de "Alabama", apesar da polêmica letra, teve outra conseqüencia: identificou o Skynyrd como uma "Southern Band": a MCA decidiu acrescentar aos palcos nos shows da banda a bandeira confederada, completando a imagem. A concepção comum era que Ronnie e seus companheiros não passavam de uns reacionários, mas a verdade é que a letra de "Alabama" e de outras canções semelhantes em temática expressava as frustrações e aspirações de todos os residentes no sul.
E "Alabama" não era bem o que parecia ser: Ronnie disse certa vez que era uma piada, uma brincadeira com Neil Young, fato reforçado por uma declaração de Gary: "Nós amamos Neil Young. Ele é um grande cara, um grande músico e um grande letrista". Várias fotos mostram Ronnie com uma indefectível camiseta negra na qual aparece Young - homenagem mais explícita, impossível.

A turnê da tortura

Os excessos da turnê subseqüente minaram a saúde do batera Bob Burns que "pendurou as baquetas", após uma série de shows pela Europa, cedendo lugar ao excelente Artimus Pyle. Para muitos, mesmo com a fundamental contribuição de Burns em vários dos clássicos da banda, Pyle é o baterista do Lynyrd Skynyrd.
Quando a banda entrou no Webb IV Studios, em Atlanta (janeiro de 1975) tinha apenas uma canção pronta - "Saturday Night Special" - ainda com participação de Burns. Em vinte e um dias, trabalhando dezesseis horas por dia, eles só conseguiram terminar pouco mais de sete canções, mas a qualidade do material não correspondeu aos trabalhos anteriores. Por essa razão Ronnie chamou o disco de "Nuthin' Fancy".
Ainda assim este disco atingiria o número 9 das paradas reservando ouro ao Skynyrd. Single do trabalho, "Saturday Night Special" se tornou clássico imediato nos shows e uma crítica de Ronnie ao que de certa forma, a banda era acusada por muita gente.
Teria início a famigerada "Torture Tour", ou "Turnê da Tortura", como a apelidaram os integrantes do Lynyrd Skynyrd. Apesar do sucesso comercial, a excursão foi marcada por brigas, quartos de hotel destruídos, performances desastradas, e datas canceladas. Para completar, Ed King saiu da banda, por problemas pessoais. Allen e Gary tiveram de dividir as partes de guitarra que Ed tocava durante as restantes seis semanas da "Turnê da Tortura".
Disse Ronnie sobre a turnê: "Nós tinhamos garrafas de Dom Perignon, whiskey, vinho e cerveja…Nós não seríamos capazes de lembrar da ordem das músicas. Fizemos o Who parecer com garotos indo para a igreja domingo…"
A imprensa, claro, deitou e rolou, tachando os caras como um punhado de rednecks bêbados e loucos. Isso irritava Ronnie, que buscaria retrabalhar a imagem do Lynyrd Skynyrd.
Para o quarto álbum, foi convocado o produtor Tom Dowd, que havia trabalhado com Aretha Franklin, Ray Charles, em "Layla" (Eric Clapton), e no "Allman's Live at the Filmore East"(Almann Brothers Band). Apesar da mão segura de Dowd, "Gimme Back My Bullets" (1975) nome do disco, foi muito criticado e é tido (por boa parte dos críticos) como o mais fraco da carreira da banda. Na época, o característico "exército de guitarras" estava reduzido a dois instrumentos; o tempo para gravação tinha sido escasso (tinham tido anos para compor o repertório dos dois primeiros discos, mas o terceiro e quarto foram virtualmente escritos no estúdio). De qualquer forma "Bullets" alcançou o Top 20 garantindo o quarto ouro consecutivo da banda.
Logo após, os shows ao vivo da banda passaram a contar com o backing vocals das maravilhosas Honkettes - Jo Jo Billingsley, Leslie Hawkins e Cassie Gaines.

Steve Gaines

Em 1976 a coisa andava meio braba para o Lynyrd Skynyrd. Mesmo com o tremendo sucesso da banda, Ronnie cogitou deixar o Skynyrd. Estava com problemas de saúde devido as infindáveis turnês e também em parte pelo nascimento de sua segunda filha, Melody, em setembro, o que o levou a reavalir sua vida e suas prioridades. Gary e Allen o demoveram da idéia e a adição do guitarrista Steve Gaines, e a banda afastou definitivamente a intenção de Ronnie deixar o LS. Além disso, ele escreveria algumas de suas melhores canções.
Antes do início das gravações do próximo álbum, em julho de 1976, a banda resolveu procurar um substituto para Ed King. Entre os nomes cogitados surgiram o de Wayne Perkins e até o de Leslie West (ex-Mountain, em comum com King o fato de ser gorducho e ótimo guitarrista). Mas as opções se revelaram frustrantes - West queria que a banda passasse a ser chamada de "Leslie West e Lynyrd Skynyrd".
Foi quando Cassie Gaines lembrou aos membros da banda que seu irmão mais novo, Steve Gaines tocava guitarra e que este poderia fazer uma jam com o LS. A idéia não agradou a principio. "Ninguém faz jams conosco", disse Gary. "Mas ela (Cassie) nos convenceu a lhe dar uma chance. Então ele juntou-se a nós no palco uma noite, sem tem ensaiado ou qualquer coisa, e quando começou a tocar, Allen e eu olhamos um para o outro e nossos queixos caíram", acrescenta.
Vencida a "resistência" inicial dos integrantes do LS, Steve Gaines, juntou-se ao Lynyrd Skynyrd trazendo com sua atitude e energia positiva um impacto tremendo sobre a banda, especialmente sobre Allen Collins, que passou as partes da terceira guitarra para o novato Gaines. "Ele nos inspirou tremendamente. Ele era um grande cantor também e poderia ter chutado um pouco o traseiro de Ronnie", brincou Gary.
Gaines conhecia o trabalho do LS - costumava tocar "Saturday Night Special" com sua banda anterior, Crawdaddy - mas ele teve apenas um mês de ensaios antes das gravações do novo disco terem inicio.
Mas o "batismo de fogo" de Steve Gaines foi sem dúvida os shows que resultaram no disco duplo "One More From The Road", lançado em 1976. Como parte da mudança de imagem que Ronnie queria para o Lynyrd Skynyrd, eles se engajaram na campanha "Save The Fox", para preservar um tradicional teatro de Atlanta, na Geórgia. Eles encararam a defesa do teatro chegando a receber título de cidadãos honorários de Atlanta.
O disco foi gravado em três shows no Fox Theatre com produção de Tom Dowd. Vendeu horrores - sendo inclusive lançado no Brasil - apresentando performances arrasadoras para os principais clássicos da banda e para "Crossroads", do bluesman endiabrado Robert Johnson. Ronnie e seus companheiros tinham sempre amado a paixão crua do blues de Johnson e outros pioneiros, lutando para capturar esta energia em suas próprias canções. E como os bluesmen do passado os membros do Skynyrd tinham dedicado suas vidas para sua música.
A versão ao vivo de "Freebird", com a frase introdutória de Ronnie, "Que canção vocês querem ouvir?" - sobe nas paradas.
Ainda em julho, tocam em benefício da campanha do candidato a presidente Jimmy Carter. Em agosto, se apresentam no Knebworth Fair, na Inglaterra, performance que bem mais tarde (vinte anos depois para se exato) apareceria no filme "Freebird - The Movie". Conquistam a platéia e a faz praticamente esquecer dos Rolling Stones.
Num final de semana de setembro de 1976, os guitarristas Gary Rossington e Allen Collins ficam feridos em dois acidentes de carro distintos. O episódio seria tema para a letra de "That Smell", escrita e apresentada durante a turnê seguinte ao lançamento de "One More From The Road". Como resultado dos acidentes, a banda foi forçada a dar um tempo, o que resultou na imagem mais calma que Ronnie queria engendrar.

Os sobreviventes

A excitação gerada pelo sucesso do álbum ao vivo e pelas excursões se refletiram na produção do próximo disco. A banda entrou no Criteria Studios em Miami, com o produtor Tom Dowd, em abril de 1977, com material suficiente para completar um disco. Mas os integrantes não gostaram dos primeiros resultados das sessões.
A turnê do LS durante o verão de 1977 foi sucesso absoluto. Ao final da turnê, a banda entrou no Doraville's Studio One para terminar o álbum iniciado no Criteria. Dowd estava comprometido com um projeto em Toronto e enviou o engenheiro Barry Rudolphy em seu lugar.
Certa vez Ronnie havia dito que o Lynyrd Skynyrd era formado por "pessoas das ruas". A partir disso e da sua reputação de encrenqueiro, surgiu o título do álbum, "Street Survivors" (Sobreviventes das Ruas). Ele contém alguns dos mais concisos temas escritos por Ronnie, em parte porque a MCA havia decretado que o álbum deveria produzir ao menos três hits - no caso, com não mais que três minutos de duração.
"Street Survivors" seguiu a carreira de sucesso dos outros discos, sendo o primeiro a obter ouro em seu lançamento. Tudo indicava que seria o mais popular em 12 anos de carreira, por confirmar o trabalho uma banda madura e coesa. A capa, que mostrava o LS cercado por chamas, se tornaria num icone americano. Hits instantâneos, como "That Smell", e "What's Your Name" e uma crescente participação de Gaines que brilha em várias faixas e chega até a assumir os vocais em "You Got That Right".
Aparentemente o Lynyrd Skynyrd teria anos de glória pela frente. A banda iniciaria em novembro, no Madison Square Garden, sua mais ambiciosa turnê - "Tour Of The Survivors". "Street" foi lançado em 17 de outubro de 1977. Três dias depois, a surpresa de um destino que, para os mais céticos, havia sido prenunciado pelo próprio Ronnie Van Zant, em suas canções.
Ronnie tinha vinte e nove anos quando morreu no acidente aéreo. E havia escrito na canção "All I Can do is Write About It" (a preferida de sua filha Melody): "Eu posso ver o concreto rastejando lentamente. Senhor, me leve antes que ele chegue".

O último voo

Em outubro de 1977 o Lynyrd Skynyrd se encontrava num ponto alto de sua carreira. A revigoração do grupo com a entrada de Steve Gaines, uma série de shows antológicos - fase bem representada pelo concerto em Knebworth no ano anterior - e a ótima receptividade ao álbum "Street Survivors" reforçavam o excelente período pela qual passava a banda.
Decidem trocar o ônibus utilizado nas turnês por um pequeno avião modelo Convair 240 manufaturado em 1947. O avião, apelidado de "Free Bird", facilitaria as viagens daquela que prometia ser uma movimentada turnê e que em breve teria inicio.
No dia 20 de outubro, a banda tinha como compromisso um show no Lousiana State University, Baton Rouge, Lousiana. O Convair, com 26 pessoas - a banda, sua equipe e dois tripulantes - levantou vôo de Greenville, Carolina do Sul, no final da tarde. Por volta das 18h42 o avião apresentou problemas e começou a perder altitude. Um dos motores parou durante o vôo, e os pilotos tentaram transferir o combustivel restante para o outro motor, sem efeito. Ou antes, o procedimento teve um resultado: esgotou de forma mais rápida o combustível que restava, parando o segundo motor. O avião começou a cair rapidamente. O piloto ainda tentou desviar para um aeroporto próximo, mas as asas começaram a colidir contra as árvores mais altas.
Quando perceberam que o avião estava caindo, Van Zant agarrou um travesseiro de veludo vermelho e deu um aperto de mão em Artimus Pyle, segundo este contou (o baterista foi um dos poucos sobreviventes que não perdeu a consciência). "Ele olhou para mim e sorriu, como apenas ele conseguia sorrir, falando para não me preocupar, com seus olhos castanhos dizendo 'Bem, é hora de ir, parceiro'. Dois minutos depois ele estava morto com um ferimento na cabeça".
O avião caiu em uma densa floresta, em uma área pantanosa próxima a Gillsburg, McComb, Mississipi. Na colisão, o avião partiu-se no meio. O guitarrista Steve Gaines, o roadie manager Dean Kilpatrick, o piloto Walter MacCreary e o co-piloto William Gray morreram na hora. Ronnie foi arremessado contra a fuselagem do avião sofrendo traumatismo craniano. Também faleceu instantaneamente. De acordo com relatos de Pyle e do tecladista Billy Powell, Cassie Gaines sofreu um profundo ferimento na garganta e sangrou até a morte em seus braços.
"Após o acidente, o empresário da banda alugou dois aviões e nos levou ao local em McComb. Eu continuava não acreditando. Eu não acreditei quando voltei para casa, continuei não acreditando após o funeral e por um longo tempo depois", disse Judy Van Zant Jenness, viúva de Ronnie.
Como geralmente acontece nesses casos, a tragédia resultou em maior exposição do Skynyrd e na venda de milhares de discos. Alguns dias após o acidente, Teresa Gaines, viúva de Steve, pediu a MCA que substituísse a capa de "Street Survivors" - que apresentava chamas ao fundo, as quais envolviam especialmente a imagem de Steve, certamente algo que assumiu um novo e triste simbolismo após o acidente.

Os corpos de Steve Gaines e de seu irmão Cassie Gaines foram cremados e as cinzas sepultadas no cemitério Jacksonville Memory Garden. Ronnie foi sepultado no mesmo cemitério, juntamente com seu chapéu Texas Hi-Roller negro e sua vara de pescar favorita. Cento e cinquenta amigos e familiares participaram do serviço fúnebre, marcado pela mensagem do ministro David Evans, de que Ronnie Van Zant, o carismático e visionário vocalista do Lynyrd Skynyrd não estava morto; ele vivia em espírito no céu e terra, através de sua música.

O depois

Neste ponto, o Skynyrd transcendia o status de banda de Southern Rock para se transformar em um mito. Acredito também que este é epílogo de uma grande banda. O que veio depois, até os novos fãs precisam admitir, não pode ser comparado ao que foi o Lynyrd Skynyrd em priscas eras. De qualquer forma, poucos meses depois do acidente, foi lançado um single de "What's Your Name?" que alcançou a 13ª posição nas paradas seguido de outro single de sucesso, com a música "You Got That Right". O disco "Skynyrd's First…and Last", apresentando músicas gravadas entre 1970 e 1972, mas não lançadas oficialmente, obtém disco de platina.
Dois anos após o acidente, em 1979, os membros sobreviventes da banda, com exceção do batera Artimus Pyle (que quebrara o braço em um acidente de moto) se reúnem em um novo grupo, chamado Rossington-Collins Band. Participa da banda a vocalista Dale Krantz - backing vocal da banda .38 Special, do irmão de Ronnie, Donnie Van Zant. Dale mais tarde se casaria com Gary Rossington.
Sai a coletânea dupla "Golden & Platinum", que chega ao Top 15 e também recebe platina, sendo o quarto álbum consecutivo da banda a receber essa distinção. O álbum de estréia da Rossington-Collins Band, "Anytime, Anyplace, Anywhere" tem como destaque o single "Don't Misunderstand Me", e alcança ouro.
Depois do segundo álbum, "This Is The Way" a Rossington-Collins Band, apesar do relativo sucesso, se desfaz - durante um show, talvez ainda desorientado com a morte recente de sua esposa, Kathy Johns, Collins colocou sua guitarra no chão e saiu do palco, não mais retornando. Rossington forma a Rossington Band e Collins a Allen Collins Band.
Mas o elétrico e ainda inexplicavelmente subestimado guitarrista Allen Collins - que segundo Pyle, foi "a pessoa mais honesta" que ele conheceu - ainda viveria anos de muito sofrimento.

Allen Collins

Tido por muitos como o coração do Lynyrd Skynyrd - sendo Ronnie a alma do grupo - o guitarrista Allen Larkin Collins celebrizou-se pelo seu furioso solo em "Freebird" e junto ao vocalista, compôs boa parte dos clássicos do LS, dentre eles "Tuesday's Gone", "Comin' Home", "The Ballad of Curtis Loew", "Gimme Back My Bullets" e "That Smell", além da citada "Freebird". Injustificável que um grande compositor e guitarrista competente como Collins seja esquecido principalmente pelas publicações especializadas em guitarra.
Estereótipo perfeito de um rocker setentista - cabelos longos e desgrenhados, alto e de magreza extrema - Collins tornou célebres suas performances durante as músicas - dava saltos incríveis durante os solos, demonstrando vitalidade e o prazer de tocar.
Allen correu o risco de ter o braço esquerdo amputado devido a uma infecção decorrente do acidente aéreo, medida que os médicos tomariam caso não fossem proibidos pelo pai do guitarrista, que acreditou na recuperação do filho. Mas o acidente de avião na qual Collins assistiu seus melhores amigos morrerem e ele próprio ter ficado à beira da morte, não seria a primeira e nem a única atribulação da sua vida. Para alguns, pareceu que ele inconscientemente estava seguindo o caminho de seus colegas desaparecidos.
Durante os primeiros dias da turnê do disco "Anytime, Anyplace, Anywhere" em 1980, a esposa de Collins, Kathy Johns, morreu de complicações durante a gravidez. A morte de Kathy, que forçou o cancelamento da turnê, devastou o guitarrista, ainda emocionalmente abalado pela perda recente de seus amigos no acidente. Houve quem diga que depois da morte da esposa, Collins nunca mais foi o mesmo.
De qualquer forma, ele ainda buscava na música um alívio para suas dores. Após o fim da Rossington Collins Band, ele formou a Allen Collins Band (com participação de ex-integrantes do Skynyrd) e lançou um disco pela MCA, "Here, There and Back", em 1983. Apesar da consideravel aprovação dos fãs, o então chefe da companhia, Irving Azoff, dispensou Collins afirmando que não queria mais nenhum negócio com ele.
Collins tocaria em jams com outras bandas e também com os ex-companheiros do Lynyrd Skynyrd - fotos de 1984 mostram o guitarrista barbudo, ao lado de Gary, com uma inequívoca melancolia no olhar.
Em janeiro de 1986, nova e definitiva tragédia: quando dirigia embriagado perto de sua casa seu novo Ford Thunderbird, Collins perdeu o controle do veículo, colidindo violentamente. Sua namorada, Debra Jean Watts, que o acompanhava, morreu na hora e ele ficou paraplégico. Os ferimentos ainda limitaram a parte superior do corpo e braços, o confinando a uma cadeira de rodas. Impossibilitado de tocar guitarra, sua carreira havia terminado.
No ano seguinte, 1987, Collins e seu pai Sr. Larkin Collins, tiveram a idéia de um tributo ao Lynyrd Skynryd, de forma a rememorar os dez anos do acidente de avião. Eles convocaram os membros originais - Gary Rossington, Leon Wilkeson, Billy Powell, Artimus Pyle, Ed King - que se uniram a Johnny Van Zant, e no lugar do próprio Collins, foi chamado o guitarrista Randal Hall (ex-Allen Collins Band). A turnê rende um disco ao vivo, o "Southern by the Grace of God", e um vídeo-documentário.
Collins trabalhou na turnê como uma espécie de diretor musical, escolhendo as músicas, elaborando os arranjos e cuidando de outros detalhes dos shows. Parte da sentença do guitarrista pelo acidente de carro foi usar sua fama e influência para prevenir jovens do perigo de se dirigir bêbado. Antes de se desentender novamente com Rossington e outros membros da banda, Allen usou a turnê tributo para ir ao palco e dizer aos fãs a razão de não poder mais tocar com o Skynyrd - uma mensagem da qual os fãs jamais esqueceriam.
A turnê tributo foi uma grande sucesso, mas é possível imaginar a dor pela qual passou o guitarrista ao assistir a banda tocando sem que ele pudesse participar. Afinal, o Lynyrd Skynyrd também tinha sido sua vida.

Juntamente com Bill Massey Jr, Collins concebeu o evento Wheelchair Games and Benefit Concerts. Atualmente, Bill mantém um site na internet e uma entidade, a "Roll for Rock", dedicada a pessoas com necessidades especiais que dependem de cadeiras de rodas.
Em 1989 as condições de saúde do guitarrista, principalmente as respiratórias, se deterioraram em função da paralisia. Ele foi hospitalizado em setembro, mas os remédios utilizados para combater uma pneumonia pioraram ainda mais sua saúde. Larkin "Allen" Collins resistiu até janeiro do ano seguinte, 1990: no dia 23, ele faleceu aos 37 anos. Seu corpo foi sepultado no Riverside Memorial Garden, em Jacksonville, ao lado da sepultura de sua esposa Kathy Johns.

Hoje

Em 1990 a ex-esposa de Ronnie, Judy, e a filha de ambos, Melody, fundaram a Freebird Foundation Inc, em memória ao cantor do Lynyrd Skynyrd.
Originalmente a fundação tinha por objetivo arrecadar fundos para a construção de um parque memorial a Van Zant. Depois da construção do parque, a Freebird Foundation se voltou para outras ações, como programas escolares em benefício de estudantes locais.
Se já era inconcebível um Lynyrd Skynyrd sem Ronnie Van Zant e Steve Gaines, sem Allen Collins se tornava patente, pelo menos aos velhos e mais radicais fãs, que a banda não poderia continuar.
Mas continuou, para lamento de alguns, curiosidade de outros e apesar dos pesares, grande interesse de terceiros. Em 1991 lançam um disco chamado "Lynyrd Skynyrd 1991", com Johnny Van Zant, no lugar de Ronnie, e Ed King de volta a guitarra.
Lançaram os seguintes discos desde então: "The Last Rebel", "Endangered Species", "Twenty", "Lyve From Steel Town", "Edge of Forever", "Double Trouble", "Then & Now", "Christmas Time Again" e " God & Guns ". Houve algumas mudanças de formação (a mais significativa foi a saída de Ed King, novamente por problemas de saúde e o retorno de Rickey Medlocke, desta vez tocando guitarra!).
Em 1996 é lançado o excelente documentário "Freebird…The Movie", com cenas inéditas da banda (O Filme).
Em julho de 2000 alguns vandalos tentaram violar o túmulo de Ronnie Van Zant e chegaram mesmo a quebrar a urna com as cinzas de Steve Gaines, que em parte foram espalhadas. Os restos foram novamente sepultados em local não divulgado, mas a policia não identificou nem prendeu as pessoas que cometeram tal ato.
Em 1996, saiu o documentário Freebird…The Movie, com cenas inéditas da banda e toda a sua história. A gravadora MCA relançou recentemente o clássico ao vivo One More From The Road, de 1976, com 10 faixas extras, além de mais uma infinidade de coletâneas e ao vivos.
No dia 27 de julho de 2001, mais uma triste notícia para os fãs: o baixista Leon Wilkeson faleceu "de causas naturais", em Jacksonville, aos 49 anos. O Lynyrd Skynyrd estava em turnê com Ted Nugent e Deep Purple e planejava mais um álbum inédito. A banda, porém, continua na estrada.
No dia 14 de março de 2006, o Lynyrd Skynyrd entra para o Hall da Fama do Rock and Roll com direito a uma apresentação especial com a música "Sweet Home Alabama", executada por Bob Burns na bateria, Artimus Pyle na percussão, Ed King na guitarra e JoJo & Leslie (Honkettes originais) nos backing vocals. Além deles o vocal ficou por conta de Johnny Van Zant e Kid Rock. Ainda em 2006, a banda teve seu "hino" "Free Bird" presente no game Guitar Hero 2, sendo esta a música mais difícil do jogo.
Em 2008 o Lynyrd Skynyrd anunciou em seu site oficial que estava em processo de gravação de um novo álbum. O lançamento está programado para o começo de 2009.

Em 28 de janeiro de 2009 o tecladista Billy Powell (56 anos) morreu em sua casa em Orange Park, Flórida. Suspeita-se que o motivo teria sido um ataque cardíaco.
Em 07 de maio de 2009 o baixista Donald "Ean" Evans morreu de câncer em sua casa no Mississippi. O músico tinha 48 anos. Ele fazia parte da banda desde 2001, quando substituiu Leon Wilkeson, que morrera em um quarto de hotel naquele ano. Ean Evans já estava fora dos planos da nova turnê mesmo antes mesmo de seu falecimento, pois não tinha mais condições de sair de casa por causa do câncer.
Os substitutos de Billy Powell e do Ean Evans são, respectivamente, Peter "Keys" Pisarczyk (ex-George Clinton's Parliament Funkadelic) e Robert Kearns.

domingo, 26 de julho de 2009

" SCORPIONS "


A banda canadense Rush teve sua primeira formação em 1969. Em seus mais de 25 anos de história produziu não apenas álbuns de hard-rock, mas verdadeiras obras primas de lirismo e musica, que chegaram a fazer com que a banda fosse caracterizada por muitos como rock progressivo.

A primeira formação da banda contava com o baixista e vocalista Geddy Lee (Gary Lee Weinrib), o guitarrista Alex Lifeson (Alex Zivojinovich) e o baterista John Rutsey, companheiros de escola. Esta formação tocava covers de bandas de hard rock como Led Zeppelin e Cream no circuito de clubes de Toronto. O nome Rush foi sugerido pelo irmão do baterista John Rutsey.

Em 1974, não tendo conseguido apoio de gravadoras, lançaram de forma independente seu primeiro disco, auto-intitulado. Apesar da excelente qualidade do disco não se tratava ainda do tipo de música elaborada que iria projetar a banda. "Rush" é um excelente álbum de hard rock, com bons instrumentistas e bastante energia e trata-se também do álbum mais expontâneo e mais simples da banda, o que o torna o preferido de alguns fãs. Logo após a gravação deste primeiro álbum o baterista John Rutsey abandonou a banda (devido a diferenças musicais e possíveis problemas de saúde), sendo substituído pelo lendário Neil Peart (considerado até hoje um dos melhores, senão o melhor, baterista de rock do mundo). Mais do que um baterista haviam conseguido um excelente letrista cujos trabalhos casavam perfeitamente com as composições de Geddy Lee e Alex Lifesson. Desde então a formação da banda não mudou.

A repercussão do primeiro álbum independente nas rádios americanas chamou a atenção da gravadora mercury. Seguiu-se o relançamento do primeiro álbum e turnês por toda a America como banda de abertura para o Kiss e o Uriah Heep. No segundo álbum, "Fly By Night" (1975), já contanto com Neil Peart, a banda finalmente começou a definir o estilo que a acompanharia, afastando-se do hard-rock-blues zepelliniano e passando a fletar com o progressivo em arranjos e principalmente letras mais complexas. A banda chegaria ainda mais próxima do progressivo a partir do terceiro álbum, "Caress of Steel" (1975), conceitual.

O sucesso comercial só viria realmente em 1976 com a gravação de "2112" (também conceitual) que tornou a banda mundialmente conhecida. "2112" mostra ainda um grande salto da banda no quesito letras, com o conceito mais bem explorado até então (abordando o domínio do sistema sobre uma pessoa). No mesmo ano saiu o seu primeiro registro ao vivo, "All The World is a Stage".

A "Farewell to Kings" (1977) refletiu uma mudança semelhante de maturidade na parte musical da banda. Curiosamente um dos temas abordados, "Cygnus X-1", seria citado posteriormente em vários outros álbuns, principalmente em "Hemispheres" de 1978 (considerado por muitos seu melhor trabalho e seu último grande trabalho conceitual).

A partir de então a banda estranhamente mudou seu som, se aproximando do que agradava às rádios, diminuindo o tamanho das músicas e evitando as suítes intermináveis. Conquistam obviamente um público muito maior às custas do desgosto de boa parte dos fãs antigos. O álbum "Permanent Waves" (1980) traz seu primeiro grande hit, "Spirit of Radio". "Moving Pictures" (1981) vem confirmar esta fase com a música "Tom Sawyer" (a mais conhecida do grupo no Brasil, adotada como tema do seriado "Profissão Perigo"). Apesar da maior acessibilidade do som da banda, a sua qualidade continuava indiscutível. Esta fase de ótima aceitação da banda por parte do grande público foi fechada com mais um excelente registro ao vivo, "Exit Stage Left".

Os próximos álbuns, "Signals" (1982) e "Grace Under Pressure" (1983) trazem uma tentativa da banda de modernizar seu som, incluindo sintetizadores nos arranjos (deixando um pouco de lado as guitarras) e abordando temas futuristas. "Power Windows" (1985) e "Hold Your Fire" (1987) mantém este caminho. Em 1988 foi lançado o álbum ao vivo "Show Of Hands".

Nos álbuns a seguir a banda tentou resgatar um pouco de sua sonoridade antiga, optando por reduzir o uso de equipamentos eletrônicos. A tentativa de simplificar o som resultou em uma produção aparentemente ruim e os álbuns "Presto" (1990), "Roll The Bones" (1991) e "Counterparts" (1993) não tiveram uma recepção calorosa por parte dos fãs antigos.

Em 1996 o Rush lançou o álbum "Test For Echo", bastante aplaudido pela crítica e público. No ano de 1997 foram lançadas ainda duas coletâneas que trazem o melhor da carreira do Rush: "Retrospective I" com clássicos entre 1974 a 1980 e "Retrospective II" que aborda sucessos de 1981 a 1987. "Different Stages Live" foi o novo álbum ao vivo lançado pela banda, desta vez triplo. Destaque para a produção impecável juntamente com a perfeição mais do que comprovada dos seus integrantes.

Entre 1997 e 1998, acontecem duas tragédias. A mulher e a filha de Neil Peart falecem, respectivamente de câncer e em um acidente automobilístico. A tragédia e depressão profunda que vitimaram o baterista foram motivos mais do que suficientes para manter a banda parada durante um longo período. Neste meio tempo o baixista e vocalista Geddy Lee lançou um disco solo, chamado "My Favorite Headache".

Para sorte dos fãs, em 2000 o Rush decidiu voltar às atividades. Em 2002, quase seis anos depois de lançar seu último álbum de estúdio, o trio canadense volta à cena com “Vapor Trails”, cuja ótima produção ficou a cargo dos próprios integrantes da banda – assessorados pelo engenheiro de som Paul Northfield. São treze canções que mostram o Rush do novo milênio, revigorado e repleto de entusiasmo, deixando de lado sua veia mais progressiva para apostar no peso do power-trio. Nada de sintetizadores ou teclados, apenas guitarra, baixo e bateria em sua forma mais pura.

Em 2002, depois de mais de três décadas de banda, o Brasil teve finalmente a oportunidade de vê-los ao vivo. O Rush se apresentou em novembro nas cidades de Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. O último show da turnê, realizado em 23 de novembro de 2003 no Maracanã, foi gravado e lançado 11 meses depois como um CD triplo e um DVD duplo, ambos com nome "Rush In Rio".

Em julho de 2003, foi organizado um mega show dos Rolling Stones em Toronto, para arrecadar fundos para as vítimas da Pneumonia Asiática (SARS), e o Rush se apresentou por 35 minutos, tocando alguns de seus sucessos para as mais de 500 mil pessoas presentes ao evento.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

" SCORPIONS "


Naqueles tempos não se falava em Heavy Metal melódico, Helloween, entre outros grandes nomes que iriam surgir na década seguinte. Na verdade, a segunda metade dos anos 70 foi marcada por uma certa decadência no Heavy Rock, ao redor do mundo. O estilo progressivo, chegou próximo a extinção, tudo em decorrência ao surgimento em meados de 77 do Punk Rock, que na Inglaterra daria espaço para mais uma "onda" que viria 2 anos depois, a New Wave Of British Heavy Metal, que revelaria nomes sagrados do Metal como o Iron Maiden, Saxon, Def Leppard entre tantos outros.

Enquanto isso na Alemanha, a música pesada tinha dois grandes representantes, o Scorpions e o Accept. Em 1978 o Accept ainda buscava um lugar ao sol, enquanto o Scorpions já podia se considerar o primeiro nome do Heavy germânico, já com 8 anos de existência, e com vários álbuns que serviriam de molde e exemplo para uma geração de bandas alemãs que só viriam a aparecer para o mundo no inicio dos anos 80.

Mesmo sem ter em seu currículo, as famosas baladas que os tornaram ainda mais famosos, invadindo as FMs do planeta em meados de 84, o Scorpions gozava de um prestígio invejável numa época um tanto "caída" para o Rock pesado. Foi em abril de 1978 que a banda deu sua primeira investida japonesa numa mini tour de apenas 1 semana promovendo o álbum "Taken By Force", onde nos dias 24 e 27 registraram ao vivo o que viria a ser o primeiro álbum ao vivo do quinteto, "Tókio Tapes".

Mas nem tudo parecia estar bem com a banda, que até aquele ano contaria com o talento indiscutível de um dos mais brilhantes guitarristas do mundo, Ulrich Roth, hoje mais conhecido por Uli Jon Roth. Já em "Virgin Killer" lançado em 76, o Scorpions dava sinais de mudanças, praticando um Heavy mais acessível, deixando de lado coisas mais místicas, com fortes influências no psicodelismo do final dos anos 60 e da guitarra mágica de Jimi Hendrix, influências essas captadas por Roth que não concordava com o novo direcionamento musical do Scorpions. De certa forma, "Tókio Tapes", marcou o fim de uma etapa na carreira da banda, que deixou muita saudade.

Ao vivo, o Scorpions jamais soaria igual, e a saída de Ulrich Roth foi um golpe quase fatal para o futuro da banda. Como capítulo final dessa fase, "Tókio Tapes" pode ser facilmente incluído como um dos mais brilhantes registros ao vivo do Heavy Metal, onde a guitarra de Roth, alavancada pela a energia e o peso do restante da banda formada por Klaus Meine (vocal), Herman Rarebell (bateria), Francis Buchholz (baixo) e Rudolf Schenker (guitarra), faziam do Scopions uma avalanche de Metal que se consolidava ainda mais como o primeiro nome do Heavy Alemão.

"Tókio Tapes" conta com uma boa parcela de sons lançados em "Virgin Killer", como "All Night Long", "Pictured Life", "Backstage Queen", "Polar Nights" (cantada por Ulrich Roth), mais grandes momentos extraídos dos álbuns "Lonesome Crow", "Fly To The Rainbow", "Taken By Force" e "In Trance".

Com a saída de Ulrich Roth, que seguiu uma carreira um tanto tímida em relação ao seu talento, formando a banda Electric Sun, Michael Schenker, que veio a ser substituído pelo próprio Roth logo após o lançamento do primeiro álbum, "Lonesome Crow" em 1972, foi chamado de volta, chegando a participar das gravações do álbum "Loverdrive" de 1979, dividindo o serviço com o recém chegado Mathias Jabs, que acabou ficando com o posto, já que Michael atravessava uma fase difícil devido ao seu envolvimento com drogas, deixando o Scorpions mais uma vez, antes mesmo da nova tour ter inicio.

" SURVIVOR "


O Survivor apareceu no cenário em 1978, integrado por Jim Peterick e Frankie Sullivan (guitarras), Dave Bickler (vocal),
Dennis Johnson (baixo) e Gary Smith (bateria).
O álbum “Survivor” saiu em 79. Logo em seguida ao lançamento, Stephen Eliss e Marc Doubray substituiram o baixista e o baterista respectivamente. A banda começou a fazer pequenas apresentações, visando divulgar o álbum.
O próximo disco chamou-se “Premonition” e trouxe a bela canção “Take You On a Saturday”.
Em 82, Eles foram convidados para fazer a trilha sonora do filme Rocky III que saiu no mesmo ano, e foi aí que o Survivor aconteceu.
A música tema “Eye of the Tiger” permaneceu por cinco meses em primeiro lugar na parada. O álbum de mesmo nome vendeu 1 milhão de cópias e a banda conquistou as rádios americanas.
Em 83, fizeram mais um álbum batizado de “Caught in a Game”. Este foi o segundo álbum do tecladista Daryl Dragon que havia se
juntado à banda. Com o sucesso, o vocalista Dave Bickler se sentiu tentado a arriscar uma carreira solo. A banda bem que tentou segurar, mas não teve jeito.
Jim Peterik correu atrás de um vocalista e trouxe o não menos talentoso Jimi Jameson (ex-Cobra). A banda não deixou a peteca cair e em 1985 lançou um álbum que emplacou mais dois hits, “High On You” e “The Search is Over”. O álbum se chamou “Vital Signs”.
Ainda em 85, uma nova continuação de Rocky foi lançada e mais uma vez o Survivor estava presente, desta vez com a canção “Burning Heart”. Desnecessário dizer que foi mais um sucesso.
Tempos depois, a banda sofreu mais abandonos. Desta vez foram Stephen Eliss e Marc Doubray que resolveram sair fora. Nesta época a banda já divulgava “When second Counts”, um álbum mediano que entre outras menos interessantes trazia a faixa “How much Love”.
A banda ficou como um trio, que resolveu continuar e gravar um álbum com músicos de estúdio.
“Too Hot To Sleep” foi lançado, e apesar de não ter tido o sucesso esperado, foi satisfatório. As músicas “Desperate Dreams” e “Across the Miles” (a mesma que foi gravada pelo Uriah Heep em 98) entraram nas FMs e mantiveram o nome da banda na ativa.
No começo da década de 90, a banda se manteve na memória dos fãs através dos caça níqueis, duas coletâneas. A segunda, de 93, trouxe duas nova faixas que contavam com o retorno de Dave Bickler aos vocais.
A banda começou a fazer uma turnê pelos EUA, e o resultado foi bom até os integrantes se desentenderem novamente e darem uma
nova pausa, Nesta pausa o vocalista Jimi Jameson retornou e tomou as rédeas da banda.
Foi lançado o álbum “Empires”, que não conta com os guitarristas originais e fundadores da banda, apenas Jimi Jameson e um mar de músicos desconhecidos. Apesar dos pesares o álbum agradou em cheio aos ouvintes.


Discografia

Survivor (1979)
Premonition (1981)
Eye of The Tiger (1982)
Caught In The Game (1983)
Vital Signs (1984)
When Seconds Count (1986)
Too Hot To Sleep (1988)
Reach (2006)