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terça-feira, 5 de outubro de 2010

"ALESSI BROTHERS'


O Alessi Brothers são um dueto americano de pop,
conhecidos pelo seu hit em 1977 “Oh Lori” e em 1984 "Savin Day"
O dueto é formado pelos gêmeos idêticos
Bill (Billy) Alessi e Bob (Bobby) Alessi
(Nascidos em 12 de julho de 1954, em Long Island, New York).
Em 1977, eles alcançaram a oitava posição nas paradas de sucesso com o
Singles"Oh Lori", e em 1982 alcançou o número 71 na Billboard Hot 100
com "Put Your Love Away". Isso fez com que explodissem no sucesso
nos dois lados do Atlântico.
"Oh Lori" se tornou um Top Ten hit em dezessete países.
O Alessi Brothers gravaram cinco álbuns em grandes gravadoras .
Eles venderam aproximadamente oito milhões de disco em todo o mundo,
e excursionaram com Andy Gibb(Bee Gees), em sua turnê Dancing Shadow.
Billy and Bobby Alessi colaboraram com Art Garfunkel em seu álbum de 1979 fazendo backing vocals .Como arranjador vocal os gêmeos ajudaram Deborah Gibson
(Debbie Gibson)em seu album MYOB de 2001, incluindo o trabalho de produção
e composição da faixa-título.
Em 1984, os irmãos lançaram a canção, "Savin 'the Day",
para a trilha sonora do filme , Ghostbusters (Os Caça-Fantasmas) no Brasil.
A canção foi usada no desenho animado de 1986 baseado no filme .
Os irmãos já fizeram muito sucesso trabalhando em jingles e
propagandas de produtos nos EUA.
Na década de 2000, retomaram a carreira fazendo turnês e
gravação do álbum como um duo, com o lançamento de dois novos álbuns
como Alessi, e também como parte do grupo de Barnaby Bye .

Discografia

Alessi - (1977) - A&M
All for a Reason - (1978) - A&M
Driftin' - (1978) - A&M
Words & Music - (1979) - A&M
Long Time Friends - (1982) -
Hello Everyone - (2003) - Eden Roc Records
Just Like That - (2006) - Pink Records

Trilha Sonora

Ghostbusters - (1984) - Arista (song title Saving the Day)

"JOURNEY"


Em 1973, alguns músicos veteranos da cena musical de Bay Area, San Francisco. Neal Schon, que havia tocado com Santana no começo dos anos 70, convocou Aynsley Dunbar, baterista de Frank Zappa, Ross Valory, também ex-Santana, Gregg Rolie nos teclados e vocais e George Tickner, nas guitarras. No começo, o som do Journey era um jazz rock instrumental. Com essa formação eles lançariam alguns compactos, sendo que Tickner deixaria a banda após o primeiro, para se tornar médico. No início, o grupo se apresentava sob o nome de Golden Gate Rhythm Section.
O nome Journey foi adotado após um concurso feita numa rádio de San Francisco, a KSAN, e em 1975, saía o primeiro álbum, que levava o nome do grupo, seguido por Look into the future, de 76 e NEXT, de 77. Naquele ano, eles abririam shows para o Emerson, Lake and Palmer. Ainda em 1977, Steve Perry entraria para a banda, substituíndo a Robert Fleischman, e com seus vocais o Journey finalmente estourava nas paradas, com um álbum de platina, INFINITY. Seguiram-se mais mudanças na banda, com as saídas de Dunbar e Rolie, substituídos por Steve Smith e Jonathan Cain. Em 1979, outro álbum de platina, EVOLUTION, que trazia o sucesso Lovin, Touchin, Squeezin .



Em março de 80, o Journey lançaria o álbum DEPARTURE, que chega ao 8o posto da parada da Billboard. No ano seguinte, incentivados pelos fãs japoneses, o grupo grava um álbum ao vivo, o duplo CAPTURED.
O ápice da carreira chegaria com o álbum ESCAPE, de 81, que trazia “Who’s Crying Now”, “Don’t Stop Believing” e “Open Arms.” Até o final dos anos 80, o álbum já havia vendido mais de 7 milhões de cópias e é o álbum de maior sucesso de toda a carreira do grupo. A faixa Open Arms é a música que chegou mais alto nas paradas de sucesso, tendo sido 2o lugar na parada da Billboard por 6 semanas consecutivas, sendo desbancada por Centerfold do J. Geils Band e I Love Rock And Roll de Joan Jett.
No ano de 1982, o Journey teria a honra de abrir os shows da turnê dos Rolling Stones. Influenciados pela grandeza dos Stones, o Journey seria o primeiro grupo na história do rock a utilizar dois telões de 60 pés de altura no palco. Eles também seriam os primeiros a ter um jogo de vídeo game, o Journey Escape.


Em 1983, aparece FRONTIERS, disco que tinha a difícil tarefa de repetir o sucesso do álbum anterior. O primeiro single trabalhado foi SEPARATE WAYS, que chegou ao 8o posto das paradas. Mas com o sucesso também aparecem as desavenças e em abril de 84 Steve Perry lança o primeiro álbum solo, chamado STREET TALK. Ainda solo, em 85, ele participa das gravações da música WE ARE THE WORLD, do projeto USA for Africa, que visava levantar fundos para ajudar as crianças dos países africanos.



O Journey voltaria a ser notícia em 86, com o álbum RAISED ON THE RADIO, que assim como todos os álbuns da fase Steve Perry, ganharia disco de platina. Mas os desentendimentos não haviam sido superados completamente e Steve Perry chegou a ser substituído em algumas apresentações por ninguém mais ninguém menos que Michael Bolton!



O Journey voltaria a ativa em 96, com o álbum TRIAL BY FIRE, depois de 10 anos de inatividade.
Se por um lado o Journey sempre teve seu trabalho reconhecido pelo público, o mesmo não acontecia com a indústria musical. Eles só foram indicados para o Grammy uma vez, em 97, com a canção WHEN YOU LOVE A WOMAN, na categoria de melhor performance pop, sendo superados pelos Beatles e o single FREE AS A BIRD.
Em maio de 98, Steve Perry e o baterista Steve Smith anunciam sua saída definitiva do grupo, nomeando os seus sucessores, Steve Augeri e Dean Castronovo, respectivamente.
Enquanto teve Steve Perry nos vocais, o Jorney vendeu mais de 45 milhões de discos no mundo todo.
Atualmente, Perry continua trabalhando solo, e seu trabalho mais recente pode ser ouvido na trilha sonora do desenho animado Quest for Camelot. Quanto ao Journey, eles continuam na ativa, agora com um novo vocalista (Steve Augeri) e alguns membros que já passaram pela banda no passado como Neal Schon e Jonathan Cain. O mais recente trabalho desta nova fase é a faixa Remember Me, que está incluída na trilha sonora do filme Armageddon.
Em 2008 o grupo encontrou um novo vocalista pelo Youtube, de nome Arnel Pineda.

DISCOGRAFIA

Journey (1975)
Look into the Future (1976)
Next (1977)
Infinity (1978)
Evolution (1979)
Departure (1980)
Dream, After Dream (1980)
Escape (1981)
Frontiers (1983)
Raised on Radio (1986)
Trial by Fire (1996)
Arrival (2001)
Generations (2005)
Revelation (2008)

Compilações

In the Beginning (1980)
Captured (1981)
Greatest Hits (1988)
The Ballade (1991)
Time³ (1992)
Greatest Hits Live (1998)
The Journey Continues (2001)
The Essential Journey (2001)
Red 13 (2002)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"THE ALAN PARSONS PROJECT"


The Alan Parsons Project é um grupo de rock progressivo inglês
formado nos fins dos anos 70 início dos anos 80 e
foi fundado por Alan Parsons e Eric Woolfson.
Muitos dos seus títulos, especialmente os primeiros, partilham traços
comuns com The Dark Side of the Moon dos Pink Floyd,
talvez influenciado pela participação de Alan Parsons como engenheiro
de som na produção deste álbum em 1973. Eram álbuns conceituais que começavam com uma introdução instrumental esvanecendo-se na primeira canção,
uma peça instrumental no meio do segundo lado do LP e
terminavam com uma canção calma, melancólica e poderosa.
(No entanto, a introdução instrumental só foi realizada até 1980
a partir desse ano, nenhum álbum exceto "Eye In The Sky" possuiu uma.)
O grupo era bastante incomum na continuidade dos seus membros.
Em particular, as vocalizações principais pareciam alternar entre Woolfson (principalmente nas canções lentas e melancólicas) e uma grande variedade de vocalistas convidados escolhidos devido às suas características para interpretar determinado tema.
Mesmo assim, muitos sentem que o verdadeiro cerne do Projecto consistia exclusivamente em Alan Parsons e Eric Woolfson. Eric Woolfson era um advogado, por profissão, mas também uma compositor clássico treinado e pianista. Alan Parsons era um produtor musical de grande sucesso. Ambos trabalharam juntos para conceber canções notáveis e com uma fidelidade impecável.
Andrew Powell (compositor e organizador de música de orquestra durante a vida do projeto), Ian Bairnson (guitarrista) e Richard Cottle (sintetizador e saxofonista) também tornaram-se partes integrais do som do projeto. Powell é também acreditado por ter composto uma banda sonora ao estilo do projeto para o filme Feitiço de Áquila (Ladyhawke em inglês) de Richard Donner.

Discografia



1975 Tales of Mystery and Imagination,

Edgar Allan Poe - Baseado em histórias do escritor Edgar Allan Poe.
A posterior reedição em CD (1987) tinha uma introdução falada por Orson Welles.

1977 I Robot

É o título da obra de Isaac Asimov.
Muitas das canções deste álbum são baseadas em novelas deste escritor.
O álbum é chamado de "uma visão do amanhã através dos olhos de hoje".

1978 Pyramid

O Antigo Egipto emerge repetidamente, o álbum é chamado de "uma visão do ontem através dos olhos de hoje".

1979 Eve

Acerca das mulheres.

1980 The Turn of a Friendly Card

Acerca do jogo. Há também muitas referências a era medieval.

1982 Eye in the Sky

Acerca da Vida e do Universo, contém o seu single mais famoso,
"Eye in the Sky" "Sirius," uma faixa instrumental que imediatamente precede
"Eye in the Sky" no álbum, é frequentemente utilizada como canção de entrada por equipes desportivas americanas; é provavelmente mais conhecida pelo seu uso pelos Chicago Bulls durante a era Michael Jordan.
"Eye in the Sky" é também o título de uma novela de Philip K. Dick.

1983 Ammonia Avenue,

Este é o seu álbum melhor sucedido comercialmente.
Mostra coisas da vida urbana.

1984 Vulture Culture,

Uma crítica ao consumismo e, em particular,
à cultura popular americana.

1985 Stereotomy

Os pontos de vista de personagens com diferentes doenças mentais.

1987 Gaudi

Acerca do arquiteto Antoni Gaudí e o seu trabalho mais famoso,
La Sagrada Familia.

1990 Freudiana.
1993 Try Anything Once.
1996 On Air.
1999 The Time Machine.
2004 A Valid Path.
Após estes álbums, Parsons lançou outros títulos sob o seu nome,
enquanto que Woolfson fez um último álbum conceptual chamado Freudiana
(acerca do trabalho de Sigmund Freud na Psicologia).

Embora a versão de estúdio de Freudiana tenha sido produzida por Alan Parsons,
foi principalmente de Eric Woolfson a ideia de convertê-lo num musical.
Isso acabou levando à separação dos dois artistas. Enquanto que Alan Parsons seguiu uma carreira solo (levando muitos membros do Projeto para a estrada, pela primeira vez numa tournée mundial de sucesso), Eric Woolfson foi produzir musicais influenciados pela música do Projeto. Freudiana e Gambler foram dois musicais que continham êxitos da banda como "Eye in the Sky", "Time", "Inside Looking Out" e "Limelight".

Membros

Alan Parsons, tecladista, produtor, engenheiro;
Eric Woolfson, tecladista, produtor executivo;
Andrew Powell, tecladista, arranjo para orquestra;
Ian Bairnson, guitarrista
Baixo: David Paton (1975-1985); Laurie Cottle (1985-1987)
Bateria, Percussão: Stuart Tosh (1975-1977); Stuart Elliott (1977-1987)
Saxofone, Teclado: Mel Collins (1980-1984); Richard Cottle (1984-1987)
Vocais: Eric Woolfson, Lenny Zakatek, John Miles, Chris Rainbow, Colin Blunstone, David Paton, e muitos outros

sábado, 15 de agosto de 2009

" THE BOOMTOWN RATS "



The Boomtown Rats (1975-1984) foram um grupo de punk rock/new wave liderado por Bob Geldof que se veio a tornar conhecido por organizar shows beneficentes, tais como Band Aid (com a intenção de ajudar as vítimas da fome na Etiópia), Live Aid, e Hands Across America (com intenção de ajudar os sem-teto dos Estados Unidos).
O seu maior êxito foi “I Don´t Like Mondays”, escrito a propósito do tiroteio numa escola executado por Brenda Ann Spencer , que disse tê-lo feito por não gostar das segundas-feiras (Mondays)

" THE HUMAN LEAGUE "



Em 1977, na cidade inglesa de Sheffield, dois jovens programadores de computadores, Martyn Ware e Ian Craig Marsh, resolveram montar uma banda, inspirados no Kraftwerk. Após alguns meses de economia, compraram um antigo teclado Korg e começaram a
estudar o equipamento, já que não entendiam nada de música.
Assim, nasceram o The Dead Daughters, que ensaiaram para uma festa de 21 anos de um amigo. Nessa época, o cantor era Adi Newton. O grupo, aliás, havia mudado de nome: The Future. Mas o futuro deles continuava opaco…
O Future chegou a gravar algumas demos e até viajaram para Londres, na esperança de conseguirem algum contrato.
Ninguém gostou muito do som do grupo, especialmente pela falta de guitarras no som e Adi acabou pulando fora. Posteriormente ele formaria o Clock DVA. E aí apareceu o homem que iria mudar o rumo da banda: Phil Oakey.
Oakey também não tinha muita experiência musical - era enfermeiro. Jamais tinha pisado num palco ou testado sua voz, mas Martyn achou que ele teria grandes chances, pois tinha um belo corte de cabelo e se vestia muito bem.
Oakey já conhecia o The Future e acabou aceitando o convite. O problema é que eles não tinham mais grana para investir em equipamentos, a não ser um saxofone de Oakey.
Tudo começou quando Phil ouviu uma melodia e dela escreveu uma letra que acabou resultando no primeiro compacto, Being Boiled.
Nessa altura, eles já eram The Human League, nome tirado de um jogo de ficção-científica chamado Star Force. “Being Boled” apareceu na primeira demo gravado pela banda, junto com “Circus of Death” e “Toyota City.”
Acabaram conseguindo contrato com um pequeno selo escocês chamado Fast Records, de Bob Last e lançaram o compacto Being Boled.
O compacto atraiu uma grande atenção, apesar das poucas cópias prensadas e teve ótimo apoio da crítica. Dessa maneira, o grupo resolveu fazer seu primeiro show, o que aconteceu no dias 12 de junho de 1978, no Bar 2 no Sheffield’s Psalter Lane. A apresentação foi traumática, em parte pela precariedade dos equipamentos e pela pouca técnica dos músicos.
O medo de tocar ao vivo acabou sendo solucionado quando apareceu Adrian Wright, que mexeu na parte visual da apresentação, colocando telões no palco, mostrando trechos de séries de televisão e filmes.
O grupo acabou aceitando um convite para abrir os shows de Siouxsie and the Banshees. Porém, eles temiam que seus sintetizadores fossem destruídos pelos raivosos fãs punks, que certamente iriam arremessar tudo em cima deles. Temendo algo pior,
mandaram construir uma parede de fiberglass no palco. Alguns críticos viram isso como uma manifestação artística do trio, dizendo que o Human League queria manter um certo distanciamento da platéia. Ah, se eles soubessem a verdade…
Em abril de 1979 é lançado o segundo compacto, The Dignity of Labour, bem mais experimental e com pouco apelo comercial. No entanto, o grupo começou a negociar com alguns selos maiores e acabaram assinando com a Virgin, que havia prometido total
liberdade criativa a eles. E, como forma de agradecimento, chamaram Bob Last para trabalhar como empresário do trio.
O grupo acabou tendo uma estréia de fogo já contratado por um selo grande, abrindo as apresentações de ninguém menos que Iggy Pop. Eles haviam lançado o compacto “I Don’t Depend on You”, que causou uma pequena tensão entre o grupo e o selo, já que as
músicas não possuíam solos de guitarra. O grupo reclamava que a “total liberdade” não era bem verdade e tinham que adicionar alguns instrumentos. Em contrapartida, exigiam que essas faixas fossem lançadas como se fossem de um grupo chamado The Men.
Foi dessa maneira que entraram em estúdio para gravar o primeiro LP, Reproduction. O disco foi gravado em três semanas durante o mês de julho.
Quando o disco foi lançado, não obteve muito sucesso comercial, em parte devido ao som extremamente eletrônico e recebeu algumas resenhas boas e outras ruins e fracassou com baixas vendagens. O melhor momento do disco era a canção
“Empire State Human”, que se tornou o primeiro compacto do LP.
As pífias vendagens acabaram fazendo com que a Virgin cancelasse a turnê européia do grupo, que fariam em novembro, quando abririam para os Talking Heads.
O grupo entrou no ano de 1980 com um EP chamado Holiday ‘80, com covers de Bowie e uma canção chamada Marianne. O EP acabou fracassando nas paradas e no desespero, a Virgin lançou “Marianne” em um compacto de sete polegadas para tentar vender algo. Não deu muito certo…
No dia 15 de maio, o grupo começou uma turnê de 12 datas pelo Reino Unido, abrindo em Newcastle e fechando no dia 29 de maio, em Wakefield. Adrian Wright era agora um membro do Human, convertido a um quarteto.
Nesse mesmo mês é lançado o segundo disco: Travelogue.
Travelogue estreou bem nas paradas inglesas, na 16ª posição e mostrava um grupo ainda investindo nas experimentações, mas com uma roupagem mais acessível.
Porém, a falta de maiores sucessos e a pouca grana que cada membro recebia (aproximadamente 30 libras semanais) começaram a causar rusgas internas. Martyn e Phil não se suportavam e Ian Craig não aceitava mais Adrian como membro do grupo. E tudo piorou quando Gary Numan conseguiu o topo da parada com seu novo single. Como resultado, Ian e Martyn deixaram o Human League.
Não foram poucos o que decretaram a morte do grupo.
Mas Phil foi previdente e antes do primeiro passo, chegou a um acordo legal com os dois para manter o nome da banda e uma pequena porcentagem dos lucros do próximo disco e excursão.
Ian e Martyn acabaram montando o British Electric Foundation (BEF), uma companhia que tinha como missão lançar novas bandas, caso do novo grupo dos dois, o excelente Heaven 17.
E Phil? bem, ele fez algo totalmente impensável ao convidar duas jovens dançarinas para integrarem a nova formação do Human League. Phil as encontrou na boate Crazy Daisy, de Sheffield. Joane Catherall (morena) e Susan Sulley (loira) eram as novas caras da banda.
Quando a turnê européia começou, as platéias foram hostis com as duas meninas.
Ironicamente, elas eram fãs da banda e tinham comprado suas entradas para os shows. Quando eles se apresentaram na Alemanha, os fãs ficaram revoltados em não ver a formação original do grupo e eles foram vaiados. Uma tremenda prova de fogo para a nova reencarnação do Human League. Ao vivo, a banda acabou usando alguns tapes que haviam sido preparados por Martyn Ware.
A turnê não fez muito sucesso, mas mesmo assim, o grupo se trancou no Monumental Studios, onde o Heaven 17 estava compondo seu primeiro disco, o clássico Penthouse & Pavement.
Essas demos foram bancadas por Simon Draper, um velho fã do grupo. O primeiro resultado dessas gravações foi “Boys & Girls”, número 47 nas paradas.
Oakey teve então a idéia de agregar mais dois músicos ao grupo, Ian Burden e Jo Callas, ex-Resillos.
Draper pediu que a banda continuasse a trabalhar no estúdio e de lá saíram com outro sucesso ainda maior, “The Sound of the Crowd”, número 20 nas paradas.
O sucesso começou a chegar muito forte quando “Love Action”, bateu no terceiro posto das paradas de compacto.
Por tudo isso, a banda estava bastante otimista com o novo disco. Otimistas sim, mas não esperavam, com certeza, tamanho sucesso.
Quando Dare! saiu, o grupo ganhou as manchetes do mundo todo. Phil Oakey conseguira o inimaginável: pegar uma banda dada como morta e fazer dela um tremendo sucesso.
A histeria atingiu níveis inacreditáveis, quando Simon Draper convenceu Phil a tirar um quarto compacto do disco, “Don’t You Want Me”, para aproveitar a época de Natal, apostando que a canção teria grande êxito. E como: “Don’t You Want Me” foi número 1 na Inglaterra e o Human League era a grande sensação do ano.
Curiosamente, Phil não gostava da música e a achava com pouco apelo comercial. Pois o compacto - amparado em um belo vídeo - vendeu 1.430.000 de cópias, um dos 25 mais bem sucedidos da história do rock.
A gravadora rapidamente começou a relançar os antigos discos do Human League tentando ganhar ainda mais sobre o sucesso e em 1982 sai um disco de remixes, Love And Dancing, creditado a The League Unlimited Orchestra, enquanto a banda saía em uma grande turnê.
Após o final dos shows, o grupo lançou um novo compacto, Mirror Man, segundo lugar nas paradas. O céu era o limite.
Em 1983, o Human League já era um super-grupo e quando lançaram um novo compacto, (Keep Feeling) Fascination - novamente segundo lugar nas paradas e oitavo nos Estados Unidos - a banda começou a sofrer um bloqueio criativo. O primeiro problema foi a saída do produtor Martin Rushent, que estava irritado com a banda, que “requentava” algumas fórmulas, ao invés de progredir.Sem o que lançar, a Virgin pegou uma canção nova, “I Love You Too Much”, e a lançou junto com o EP Fascination, com os remixes de “Fascination” e “Mirror Man”, apenas para o mercado norte-americano. Conclusão: o EP foi um dos campões de importação na Inglaterra, naquele ano.
A banda sofria uma pressão tremenda para fazer um segundo hit mundial. A banda ficou dois meses trancada no estúdio e Simon Draper chamou o produtor Hugh Padgham. Ele havia recém-produzido o disco Synchronicity do The Police, e a eterna “Every Breath You Take”. A missão dele era orientar o grupo em uma nova direção.
Quando Hysteria saiu, um clima de decepção tomou conta de fãs e da gravadora. O disco conseguiu a terceira posição nas paradas, mas o disco não agradou muito e logo estava fora das paradas.
A grande canção do disco era “Louise”, mas o clima de fracasso era evidente. Por isso, o grupo se reuniu no início de 1985 na casa de Phil Oakey com o produtor Colin Thurston, que havia produzido Reproduction. Jo Callas anuncia que irá deixar o grupo e é substituído por Jim Russell, ex-Associates.
Nesse meio tempo, Phil Oakey lançou um disco em parceria com o lendário produtor Giorgio Moroder chamado Philip Oakey & Giorgio Moroder, que conseguiu apenas o número 52 nas paradas. A idéia inicial da gravadora era chamar Moroder para produzir a banda.
A banda passaria outro ano em branco e muitos davam o grupo como encerrado. Mas, a banda voltou com disco Crash, amparado no hit “Human”, que estreou na sétima posição das paradas. A canção deu ao grupo o primeiro lugar nas paradas norte-americanas, repetindo o feito de Dare! e revitalizando a carreira do grupo.
Após uma grande turnê, Ian Burden anunciou que estava de saída e a banda sumiu durante o ano de 1987.
Com o silêncio, a Virgin colocou no mercado a coletânea Greatest Hits, terceiro posto nas paradas e no ano seguinte, os dois primeiros discos são lançados em CDs pela primeira vez.
Novo disco só em 1990 com Romantic?, um fracasso em todos os sentidos.
O baque foi tão forte que eles ficaram cinco anos sem lançar mais nada. Naturalmente acabaram dispensados pela Virgin, em 1992, o que arrasou o trio. Na mesma leva, a gravadora também dispensara o Heaven 17, encerrando uma era gloriosa das bandas new waves.
Em 1994, um pequeno selo chamado East West, de propriedade da Time Warner Company, anuncia que assinou com o grupo, após assistirem alguns ensaios e ouvirem as novas canções.
No dia 31 de dezembro daquele ano lançam um novo compacto, Tell Me When, batendo na 7ª posição, mais do que banda e selo esperavam naquele momento, especialmente após participarem do programa televisivo Top Of The Pops.
Ironicamente, a mesma música havia sido recusada pela Virgin, em 1992, que lamentava o “sucesso” de sua antiga contratada.
Em 1995 sai Octopus, primeiro disco em cinco anos. Produzido pelo tecladista Ian Stanley, ex-Tears for Fears, um antigo fã do grupo e que soube valorizar os vocais de Phil Oakey e a ajudar a elaborar arranjos inspirados, que não se ouvia desde Dare!.
Uma grande volta, sem dúvida alguma.
Após Octopus, o grupo lançou ainda algumas coletâneas, e apenas mais um disco de estúdio e isso em 2001: Secrets.
O disco fez algum sucesso e mostrou a velha classe da banda em 16 novas canções, mostrando que tinham envelhecido com dignidade e ainda conseguiam cativar com novas canções.
Em 2005, o grupo passou pelo Brasil, onde realizou alguns shows e conquistou os antigos fãs com muita simpatia e seus antigos hits.
Deixo vocês com a discografia do grupo e uma foto atual do trio. Um abraço e até a próxima coluna.


Discografia

Being Boled (compacto, 1978)
The Human League Cassete (fita cassete, 1979)
The Dignity Of Labour (compacto, 1979)
The Taverner Tape (fita cassete, 1979)
I Don’t Depend On You (compacto, 1979)
Reproduction (1979)
Empire State Human (compacto, 1979)
Holiday ‘80 (EP, 1980)
Travelogue (1980)
Only After Dark (compacto, 1980)
In Darkness (1981)
Dare (1981)
Love & Dancing (1982)
Hysteria (1984)
Electric Dreams (1984)
Crash (1986)
Human League Greatest Hits (1988)
Romantic? (1990)
Octopus (1995)
Human League Greatest Hits (1995)
Soundtrack To A Generation (1996)
The Human League - The Best Of (1998)
Secrets (2001)
The Very Best Of (2003)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

" STEVE WONDER "



Stevie Wonder, nome artístico de Steveland
Judkins Hardaway, (Saginaw, Michigan, 13 de
Maio de 1950) é um compositor, cantor e
ativista de causas humanitárias e sociais
norte-americano, cego de nascença ,Com onze
anos ele começou a gravar (sob o pseudônimo
de Little Stevie Wonder) e rapidamente se
tornou conhecido como um dos mais
inovadores e influentes cantores/compositores
de seu tempo. Foi também um dos mais bem
sucedidos artistas da gravadora Motown.
Com o passar do tempo, passou a cantar músicas
que mostravam uma consciência social,
possivelmente influenciado por sua versão do
sucesso “Blowin’ in the Wind” (de Bob Dylan).
Também se tornou conhecido como
compositor, escrevendo músicas para artistas
e grupos da Motown, como The Spinners e Smokey Robinson.